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Péssima atuação e lesão de Neymar vão alimentar os pesadelos de Fernando Diniz

Com mais uma atuação ruim, o Brasil perdeu para o Uruguai por 2 a 0, no Centenário, pondo fim a oito anos de invencibilidade nas Eliminatórias da Copa do Mundo.

A noite ainda ficou pior com a contusão de Neymar, que deixou o campo chorando no fim do primeiro tempo após torcer o joelho esquerdo em lance isolado. O camisa 10 fará exames para saber se há lesão ligamentar.

A derrota pela quarta rodada marcou o fim de uma invencibilidade de oito anos da seleção brasileira nas Eliminatórias – o Brasil não perdia desde o 2 a 0 para o Chile em 2015. Também foi a primeira vitória uruguaia sobre o Brasil em 22 anos, desde o 1 a 0 em julho de 2001.

O resultado no Centenário fez a seleção brasileira cair para o terceiro lugar na tabela das Eliminatórias, ultrapassada justamente pela Celeste.

Caça as bruxas?

Não, sem apontar o dedo. A noite foi desastrosa, ao invés de encontrar culpados, a comissão tem que analisar todo o processo, rever tudo e ai repensar como organizar a equipe.

Desde a estreia Diniz tem uma ideia sólida de trabalhar muito pelo meio, um jogo mais centralizado, cadenciado. Mas há um porém: contra equipes de forte marcação ou como preferem outros, retranqueiras, este esquema tático não funciona muito bem.

Mas ai temos outro problema, um problema crônico do futebol nacional, desde Roberto Carlos, o Brasil, não possui um lateral de qualidade.

Em muitas posições, o Brasil possui jogadores “ok”, que nada agregam, quando falamos de uma seleção brasileira que luta a ir para mais uma Copa do Mundo.

Diniz tem suas teimosias, mas qual treinador não tem? Felipão quando começou na seleção, perdeu no Uruguai, não que isto seja comparativo ou parâmetro. Mas é inegável que temos que tomar cuidado em querer crucificar ou “fritar” “A” ou “B”.

Agora como diz o poeta, é juntar os cacos”, pois a próxima rodada das eliminatórias será muito, mas muito mais dura que esta, contra Colômbia em Barranquilla e contra a atual campeã mundial, Argentina, no “Vaticano do futebol”, o Maracanã.

Que Diniz tenha o discernimento para poder rever os processos e otimizar a seleção para estes confrontos, caso contrário, Ancelotti vai ter trabalho demais.

Crédito das fotos:CBF

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