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Clube homenageia um de seus maiores ídolos na noite de 03 de outubro

Assessoria de imprensa do Palmerias

O dia 03 de outubro de 2023 ficará marcado para sempre na vida de César Maluco e do próprio Palmeiras. Maior artilheiro do clube na era profissional do futebol (desde 1933) com 182 gols e segundo maior em todos os tempos (só atrás de Heitor, que marcou 323 vezes entre 1916 e 1931), o ex-jogador foi homenageado nesta terça-feira (03) com a inauguração de um busto na Sala de Troféus do Allianz Parque.

“O Palmeiras é a minha casa, o lugar que me acolheu há 57 anos como se eu sempre tivesse feito parte da família. Agradeço à presidente Leila Pereira e a todas as pessoas que tornaram esta homenagem possível. Palmeiras, eu te amo!”, disse César Maluco.

Maior atleta da história do Palmeiras, o Divino Ademir da Guia foi prestigiar o amigo César Maluco – Crédito: Fábio Menotti/Palmeiras

A cerimônia contou com a presença do ídolo, da presidente Leila Pereira e seus vices e de convidados especiais, como amigos e familiares do ex-atacante, companheiros da Segunda Academia (Ademir da Guia e Edu Bala), conselheiros, diretores e o cantor Simoninha, que se tornou palmeirense justamente por conta da amizade de seu pai, Wilson Simonal, com César Maluco.

“Estamos aqui para fazer uma justa homenagem a um dos grandes ídolos da história do Palmeiras. O César deu uma contribuição imensa para o Palmeiras e já estava eternizado em nossos corações graças aos gols que marcou e aos títulos que conquistou. Agora, com o busto, ele está eternizado também em nossa Sala de Troféus”, declarou Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

Apelidado de Maluco devido ao estilo irreverente que exibia dentro e fora de campo, César Augusto da Silva Lemos foi um dos mais geniais atacantes da história do Palmeiras, anotando 327 partidas entre 1967 e 1974. Nascido em Niterói (RJ) e oriundo de uma família de jogadores (um de seus irmãos, Luisinho, mais tarde atuou pelo Verdão), César iniciou a carreira no Canto no Rio, tradicional agremiação de sua cidade natal. Em 1964, aos 18 anos, transferiu-se para o Flamengo, pelo qual se sagrou campeão carioca em 1965 e vice em 1966. Na temporada seguinte, foi emprestado ao Palmeiras na negociação de Ademar Pantera com o time rubro-negro.

Sua chegada ao Palestra Italia causou enorme impacto. Com 33 gols em 49 duelos, foi o goleador palestrino em 1967 e um dos protagonistas da equipe duas vezes campeã nacional naquele ano. Aguerrido e letal nas finalizações, o centroavante balançou a rede tanto na partida do título do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, contra o Grêmio (2 a 1, dois gols de César) – curiosamente, ele e Ademar Pantera, ambos com 15 gols, dividiram a artilharia do Robertão – quanto na finalíssima da Taça Brasil, diante do Náutico (2 a 0, gols de César e Ademir da Guia). Contratado em definitivo pelo Verdão em julho de 1968, após rápido retorno ao Flamengo, voltou a ser decisivo em 1969, ao anotar um dos tentos do triunfo sobre o Botafogo por 3 a 1, resultado que assegurou ao clube mais um título brasileiro.

César se agigantava também nos clássicos estaduais. Com 14 gols, três a menos do que Heitor, é o segundo maior goleador palmeirense na história do Derby, ao lado de Romeu Pellicciari. Aliás, foi em um duelo com o Corinthians, em 1971, que o eterno camisa 9 recebeu do locutor Geraldo José de Almeida o apelido de César Maluco – naquela ocasião, após ser expulso por retardar o reinício da partida, o ídolo alviverde permaneceu agarrado à única bola do jogo e se recusou a entregá-la ao árbitro, interrompendo o confronto por cerca de dez minutos.

César e presidente do Palmeiras, Leila, apresentam busto aos presentes. – Crédito: Fábio Menotti/Palmeiras

A rebeldia, por sinal, era uma de suas características marcantes. Apesar dos costumes conservadores difundidos pelo regime militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985, César mantinha os cabelos longos, usava roupas extravagantes e não escondia o gosto pela noite paulistana. Sob o comando do técnico Oswaldo Brandão, com quem teve alguns atritos, conquistou os Paulistas de 1972 e 1974 e o Brasileiro 1973 – não atuou no Brasileiro de 1972 devido a uma suspensão por questões disciplinares.

Despediu-se do Verdão no fim de 1974 e pendurou as chuteiras em 1977, no Fluminense. Identificou-se tanto com o Maior Campeão do Brasil que, ainda nos anos 1980, tornou-se associado do clube. Figura de destaque na vida política do Palmeiras, cumpriu quatro mandatos como conselheiro e ocupou o cargo de diretor da Base em 2010.

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