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Treinador se agarra a números lindos que não mostram a verdade no fracasso de seus seis anos a frente do escrete canarinho

Seis anos de Tite, poxa ao se pensar, que trabalho lindo, continuidade, conquistas, um projeto a longo prazo que culminou com: NADA

Esta é a dura realidade, não é nada contra a o Sr. Adenor, é uma visão profissional sobre o que ele realizou.

Ele ficou mais tempo a frente do que todos mas os resultados foram pífios, para não dizer ridículos.

Único técnico a comandar o Brasil em dois Mundiais seguidos mesmo tendo falhado no primeiro, ele aproveitou mal a segunda chance. Não bastasse perder para uma seleção africana pela primeira vez na história das Copas na primeira fase, a queda desta sexta ocorreu diante de uma seleção que em momento algum foi apontada como candidata ao título.

Os dois fracassos contrastam com o status de sua chegada, em junho de 2016. À época, Tite era quase uma unanimidade, inclusive este colunista que escreve acreditava que ele era: “O CARA”.

Tanto que condicionou sua contratação à de Edu Gaspar, seu “chefe imediato” na hierarquia da seleção brasileira. Impôs um modelo de trabalho próprio, passou a bater ponto diariamente na sede da CBF e inflou o estafe da seleção – na Rússia e no Catar, a delegação brasileira contou com cerca de 60 pessoas.

Mas é bem verdade que Tite modernizou e muito a forma de atuar da CBF no que tange a seleção. Mas vamos ao ponto.

O Brasil se apresentou contra a Croácia sem alternativas. Mais uma vez a Neymardependência se mostrou latente e o pior: Tite provou que não sabe alterar a equipe durante a partida, só faz o famoso “seis por meia dúzia” ou as vezes piora.

Tirou o único jogador que poderia, junto com Neymar, a fazer algo diferente, Vini Jr. e o pior ainda estava por vir, Pombo que não estava conseguindo jogar devido a forma das linhas defensivas da Croácia se postar, foi substituído, ai pensei, colocar agora um jogador de mobilidade, individualidade para aumentar a movimentação e troca no meio e assim abrir espaços. Não. Tite colocou o limitado Pedro, que continuou a fazer o mesmo que o querido Pombo, nada.

Sem mobilidade e praticamente com um a menos em campo, o Brasil ficava batendo, batendo, sem nenhuma efetividade. É bem verdade que contou com a noite iluminada de Livakovic que foi gigante no gol.

O gol sai da forma como deveria ser desde o começo, com talento e jogadas rápidas, gol de Neymar que igualou-se a nossa majestade Pelé com 77 gols com a camisa amarelinha.

Mas foi só isso, logo após isto, a seleção toma o gol e foi para os penais, especialidade da Croácia. Brasil eliminado. Os incríveis números de Tite contrastam com duas eliminações de Copa para seleções de segunda prateleira e a perda de uma Copa América em casa para a rival Argentina.

Falando na Argentina, ela que há décadas vem capengando, sofrendo também pela falta de bons valores, nesta Copa mostra humildade e um bom trabalho, méritos para Scaloni, que com pouco anda fazendo muito e sabendo aproveitar Messi sem o sobrecarregar.

Mas enfim, mais uma Copa se foi, Sr Adenor agora vai curtir sua família e devemos fazer o mesmo, afinal é só futebol, como dizia o Sr Arrigo Sachi: “A coisa mais importante entre todas as coisas menos importantes”

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