ATACANTE ARGENTINO SE ISOLA COMO VICE-ARTILHEIRO COM OITO GOLS

Crédito: Alex Silva

O JOGO

Praticamente todos os amantes de futebol chegaram a um consenso de que o verdão era favorito pra essa decisão , o Palmeiras repetiu o plano usado na partida da fase classificatória e foi com ímpeto para cima do São Paulo. Foram duas boas chances nos primeiros lances. Aos 4, Piquerez cruzou (ou chutou, quem sabe) rasteiro no veneno e Diego Costa afastou. Em seguida, aos 9, o uruguaio driblou Rafinha e de novo apostou no cruzamento rasteiro para Raphael Veiga, que bateu de primeira, com perigo.

Só que desta vez Rogério Ceni parece ter vindo preparado para enfrentar Abel Ferreira. Ciente dos planos do português, o ex-goleiro, fechou as ligações do meio-campo alviverde com seus pontas. E com isso aparecia no contra-ataque.

Aos 11, a jogada encaixou. Igor Gomes recuperou a pelota na intermediária e encontrou Welington na esquerda, que cruzou na medida para Alison, sozinho, dominar, ajeitar e chutar no travessão de Weverton.

O jogo era incrivelmente bom e tenso ao mesmo tempo. Faltas eram trocadas de forma áspera, reclamações e boas oportunidades. O Tricolor dominava as ações no meio-campo, mas o Verdão, especialista nas jogadas de profundidade, encontrava meios de atacar.

Aos 20, Raphael Veiga dominou lançamento (ou seria chutão mesmo) de Murilo, deixou Pablo Maia no chão e cruzou pela direita. O lance relembrou o gol marcado pelo Alviverde na partida da fase de classificação. Mas desta vez, pior para Rony que o rival tinha Jandrei no gol e conseguiu defender.

Desperdiçando sua melhor oportunidade, o Palmeiras sentiu o golpe. E por todo o decorrer da etapa inicial foi uma sucessão de faltas, catimbas, cartões amarelos e muitas reclamações. Lembram da qualidade citada parágrafos atrás? Pois então, sumiu.

Quando o futebol jogado parecia que ia desaparecer, veio o lance capital. Douglas Marques das Flores foi avisado no ouvido por José Claudio Rocha Filho de que algo teria dado ruim em cruzamento na área palmeirense. Na revisão do VAR o árbitro viu toque de mão de Marcos Rocha. Pênalti marcado e convertido por Calleri, aos 50 minutos. Assista ao lance no vídeo abaixo.

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Na volta do intervalo, a partida mudou de tônica. Ou seja, o São Paulo passou a dominar as ações e espaços diante de um Palmeiras inofensivo.

Aos 14, Eder tabelou com Igor Gomes e apareceu na frente de Weverton, mas preferiu cruzar ao invés de chutar e perdeu boa chance.

Não faria falta, afinal quatro minutos depois, Nestor achou Pablo Maia entrando de fora da área, que chutou de primeira e ampliou a vantagem tricolor.

Era uma inversão de valores. O Palmeiras pouco fazia sua torcida lembrar das boas atuações de outras jornadas e o Tricolor, em êxtase, vivia a sua melhor atuação neste Estadual.

Um, em especial, chamava a atenção: Calleri. O artilheiro ídolo são-paulino vivia noite especial e deixaria mais um. Aos 35, o camisa 9 desviou uma cobrança ensaiada de escanteio de Nikão que passou por Igor Gomes e fez os 3 a 0.

A única aparição palmeirense no segundo tempo veio aos 39. Raphael Veiga bateu falta pela direita e acertou o gol de Jandrei para diminuir a vantagem tricolor e manter o Verdão vivo (porém nem tanto), para o duelo do Allianz Parque.

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