Cada vez mais, grandes empresas estão se abrindo para o mercado de startups com o objetivo de colaborar, inovando de fora para dentro. Essa inovação aberta é um grande desafio porque a conta entre a governança de uma empresa estabelecida e a agilidade empreendedora de uma startup não fecha. Por outro lado, startups na fase de crescimento precisam de mais gestão e processos para sustentar um rápido crescimento e estão dispostas a colaborar em busca de novos mercados ou oportunidades de negócio.

Ao experimentar ambas as realidades, a Bluefields Aceleradora criou o Biodigital Startups, uma jornada anual de cultura de inovação e colaboração com o ecossistema de startups. “O Biodigital Startups é voltado para empresas dos setores do agronegócio, alimentos e saúde que buscam fortalecer a cultura de inovação e se relacionar com startups. Esse programa surgiu porque acreditamos que o futuro do Brasil passa por inovações biodigitais”, explica Paulo Humaitá, CEO da Bluefields.

Na primeira parte da jornada, pessoas-chaves das grandes empresas passam por uma imersão prática para absorver ao máximo os conceitos e cultura empreendedora das startups, através de jogos, hackathons e sessões de Design Sprint. Enquanto isso, startups são selecionadas de acordo com critérios de maturidade do negócio, prontidão tecnológica e aderência com os desafios mapeados das grandes empresas participantes.

A edição atual do Biodigital Startups conta com a Novo Nordisk, líder global em saúde, e com centenas de startups inscritas, das quais nove foram aceleradas e todas estão testando suas tecnologias na indústria, com soluções baseadas em data science, inteligência artificial, fermentação automatizada, robótica, IoT, entre outros.

O design voltado para relacionamentos entre grandes empresas e startups é uma marca do Biodigital Startups. Por exemplo: durante a aceleração, funcionários das grandes empresas acompanham as startups lado a lado, atuando como parte do time das startups durante os desafios e como mentores. “Antes do Biodigital Startups, não tínhamos uma visão tão clara do que é prioridade dentro da nossa jornada. Bluefields e Novo Nordisk ajudaram muito nessa questão e agora a TROIKA é uma startup mais confiante e preparada para encarar de forma robusta os desafios que estão por vir”, afirma Gabriel Gaede, CEO da TROIKA, startup focada na automação de processos do PCP de forma inteligente.

Além disso, ter uma aceleradora de startups facilitando o processo de inovação é uma maneira inteligente de acessar um novo mercado. “O processo no Biodigital Startups tem nos ajudado com o desenvolvimento em diversas frentes que ainda não olhávamos ou tratávamos de forma mais simples. O programa nos força a repensar nossa forma de agir no dia a dia e de atualizar estratégias que já temos ou sobre novas possibilidades, de forma positiva e rica para nosso desenvolvimento”, explica Mylena Moretto, Analista de Inovação Aberta da Yapoli, startup voltada à gestão e governança corporativa de ativos digitais.

Uma aceleradora de startups é composta por profissionais que entendem do mercado e que conseguem ter uma visão ampla do negócio, possibilitando a troca de informações e de experiências que podem ser excelentes para o negócio e para o mercado, no geral. “A experiência de trabalhar com a Bluefields é muito interessante, porque o portfólio de ferramentas e metodologias utilizadas é bem inovador. Um dos desafios de uma empresa de serviços que cria inovação disruptiva, como a GETTER, é o cálculo do custo de um serviço ou projeto, já que tem muitos fatores envolvidos. Além de outras contribuições, a Bluefields nos apresentou uma planilha quase mágica de precificação de serviços e isso foi muito importante para a empresa, porque encontramos a resposta para o nosso problema”, diz Rufo Paganini, Founder & CEO da GETTER, startup focada na digitalização de dados do processo, identificação de desperdícios e oportunidades sob a ótica do Lean Manufacturing.