Foram episódios recorrentes que marcaram a luta contra o racismo no esporte. A partida que aconteceria entre PSG X Istambul válida pela Champions League parou a bola em decorrência da acusação feita pelo assistente técnico Pierre Webó ao quarto árbitro de tê-lo proferido fala racista.

Comissão e jogadores dos dois times se colocaram diante a equipe arbitrária contra a decisão do juíz de expulsar o membro que sofreu a agressão, tomando a atitude mais que necessária de deixar o campo. 

“Quando você fala de um homem branco, você nunca diz “esse cara branco”, você diz “esse cara”. Então por que quando você menciona um jogador preto, você tem que dizer “esse cara preto”?”, foram palavras do auxiliar Pierre, que teve a solidaridade durante e após o incidente de seus companheiros de campo.

Ambos os clubes e seus jogadores individualmente declararam em suas redes repúdio e apoio ao adiamento da partida sem a presença do árbitro, fortalecendo essa corrente que tem ganhando mais força nos estádios, e em grandes movimentos por todo o mundo #BlackLivesMatter #VidasNegrasImportam. 

No Brasil existe um coletivo responsável por relatórios anuais do observatório da  discriminação racial no futebol, que reúne dados para fontes de pesquisas dos crimes de racismo acometidos a atletas e profissionais do esporte  no país e exterior, com o objetivo de promover o diálogo entre clubes e entidades, torcidas e movimentos sociais para fomentar ideias e buscar sugestões para o combate à discriminação.

O momento de Pandemia sem a presença dos torcedores foi o palco principal para a ascensão desta campanhao, tudo vinha de encontro com a revolta que se gera entre mortes diárias de crianças negras vítimas da violência no Brasil, o caso de George Floyd assassinado pelo policial em Minneapolis, além de no futebol a onda que silenciou tantos jogadores na Itália e em grandes ligas da Europa nos últimos anos. 

O debate principal nessa luta é a falta de posicionamento que federações e os órgãos como da justiça desportiva demonstram nesses casos, a exemplo o presidente da federação francesa ao afirmar que o racismo não existe no futebol em análise sobre a recente denúncia de Neymar contra  o zagueiro Álvaro González, “quando um negro faz um gol, todo o estádio aplaude.” A @ESPORTESNET tem acompanhado um esporte diferente do que o presidente assiste então. 

Em 2018 esse banco de dados buscou também o crescente número de incidentes machistas, LGBTfóbicos e xenofóbicos no futebol brasileiro. Não que se  afirme que os incidentes  aumentaram, afinal os estádios de futebol sempre foram ambientes machistas e hostis para mulheres. Mas as denúncias comprovam a tendência que o exposed e cancelamento tem entre essas vítimas pra que não sejam mais casos silenciados. 

Não há informações técnicas e oficiais atualizadas da UEFA, que prometeu uma profunda investigação sobre o caso, apenas suspendendo o cartão vermelho dado a Webo. A imprensa romena destacou lamentar o episódio que muito prevê o fim da carreira do quarto árbitro. “Não vou ler nenhuma notícia durante esses dias, informou Sebastian Coltescu a ESPN Digital.

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