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O clássico que desperta maior rivalidade e interesse no estado de São Paulo selará o retorno do futebol paulista, na próxima quarta-feira, 22, após mais de quatro meses de paralisação. O Derby paulista, Corinthians x Palmeiras ou Palmeiras x Corinthians é, independentemente da ordem ou mando de campo, um dos maiores confrontos do futebol no Brasil. E nada melhor que um grande clássico para o futebol paulista voltar a todo vapor. Mas a rivalidade entre o Alvinegro do Parque São Jorge e o Alviverde da Barra Funda é muito maior do que apenas um jogo. 

A rivalidade é tão centenária quanto os clubes. Há histórias de que no início do século XX, a dupla se uniu contra a elite dominante no futebol. As rixas, no entanto, não demoraram a aparecer. Em toda a história, os clubes já se enfrentaram 363 vezes, e um equilíbrio maior seria impossível: são 127 vitórias para cada lado, além dos 109 empates. Desde 1917, 1.001 gols foram marcados. A última vez que os clubes se encontraram foi em novembro de 2019, pelo Campeonato Brasileiro.

Origem do nome

Derby Paulista, apelido dado pelo jornalista Tomás Mazzoni em referência a uma das mais importantes corridas de cavalos do mundo, na qual haviam grande rivalidade entre dois cavalos e dois jockey. O nome transforma qualquer partida em algo muito maior que a disputa dentro das quatro linhas ou nos gritos das arquibancadas. Os times mais antigos da capital em atividade já protagonizaram momentos históricos, eternizados na memória dos torcedores.

Relembre as partidas mais marcantes da história desse confronto:

O primeiro confronto

1917, no Parque Antártica, Palmeiras e Corinthians se enfrentam pela primeira vez. A vitória foi dos donos da casa, à época, ainda conhecidos como Palestra Itália, por 3×0. O atacante Caetano Izzo marcou os três gols alviverdes.

A primeira disputa de título do Derby

Uma das partidas mais importantes da história do confronto, foi em 1955. A decisão do Campeonato Paulista de 1954 – realizada no ano seguinte como parte das comemorações pelo IV Centenário da cidade de São Paulo, terminou com comemoração alvinegra. O empate garantiu ao Corinthians a taça, que só voltaria para o Parque São Jorge em 1977, 23 anos depois.

1993, o alívio Alviverde

O Palmeiras estava há 16 anos sem ganhar um título, e nada como uma final como a de 1993 para encerrar um tabu. No jogo de ida, 1 a 0 para o Corinthians, com direito a provocação de Viola, que imitou um porco. O corintiano ficou só na provocação. Segundo o regulamento vigente no ano, o alviverde precisava de uma vitória simples para levar a decisão para a prorrogação, mas conseguiu aplicar uma goleada por 4 a 0 no rival, com direito a dois gols do ídolo Evair. Festa no Palestra!

Viola imitando um porco contra o Palmeiras – Reprodução

1999, o ano mais emocionante da história do clássico 

Os times se encontraram mais uma vez em uma decisão, desta vez, nas quartas de final da Libertadores. Com os placares dos jogos de ida e volta iguais, 2 a 0 para cada lado, a decisão foi para os pênaltis. Brilhou a estrela do ainda jovem e apelidado “São Marcos”, que defendeu uma das cobranças e garantiu a ida do Verdão para a fase seguinte da competição. Um mês depois, os rivais voltaram a se enfrentar em uma decisão, dessa vez na final do paulista de 1999. Dias após a conquista da libertadores, o Palmeiras acabou empatando com o Corinthians por 2 a 2 e perdeu o título, após a derrota por 3 a 0 no jogo de ida. Mas o confronto se tornou histórico pela famosa embaixadinha de Edilson. Paulo Nunes e Júnior partiram para cima do corintiano, dando início a uma confusão generalizada.

Marcos comemorando classificação nas penalidades em 1999 – Reprodução

Semifinal da libertadores de 2000

A semifinal da Libertadores reservou mais um encontro dramático para os dois times. Depois de muitas viradas de placar, a decisão foi para os pênaltis, e o Corinthians parou novamente nas mãos do goleiro Marcos, que defendeu a cobrança de Marcelinho Carioca, em um dos momentos mais marcantes da história do clássico.

O ‘paulistinha’

Em 2018 o Palmeiras fazia uma bela campanha no paulista daquele ano, era disparado o time que melhor jogava futebol no Estado. Favorito para o título, o verdão recebeu o Corinthians no Allianz Parque, com a vantagem de ter ganho a primeira partida por 1 a 0 na casa corintiana. Com um gol de de Rodriguinho logo no início do confronto, o Corinthians abriu o placar e empatou a série, levando o jogo para os pênaltis, oportunidade na qual sagrou-se campeão. Mas a final ficou marcada reclamações sobre o árbitro fizeram com que o Palmeiras rompesse relações com a Federação Paulista de Futebol (FPF). Após a partida, o presidente do alviverde, Maurício Galiotte, disse a famosa frase chamando o campeonato de “paulistinha” e acusando a arbitragem de interferência externa.

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