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Nem só de futebol vive o mundo das apostas esportivas.

Aliás, embora a bola rolando pelos gramados mundo afora tenha a maior parte da atenção dos apostadores, investir dinheiro tentando prever resultados é uma prática muito mais antiga que a modalidade praticada por Pelé, Zico, Neymar e tantos outros. A iniciativa começou “oficialmente” ainda no século XVII, no Reino Unido, com o turfe. Cavalos montados por jóqueis disputam para ver quem chega primeiro, enquanto apostadores tentam acertar qual conjunto será o vencedor.

Outra disciplina que tem muita tradição dentro das apostas esportivas é o boxe, ou pugilismo. Há indícios de que o boxe já era praticado em 3.000 a.C. na Suméria – território onde hoje estão o Iraque e o Kuwait -, embora o esporte como é conhecido hoje tenha começado a ser registrado nos séculos XVIII e XIX, também na Inglaterra. Esteve presente nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, no século VII a.C., e voltou ao quadro olímpico em 1904, em St. Louis.

No Brasil, as primeiras lutas oficiais de boxe aconteceram na década de 1910. Desde então, o país teve grandes pugilistas, como Éder Jofre, Servílio de Oliveira, Maguila, Acelino ‘Popó’ Freitas, Esquiva Falcão, Robson Conceição, Hebert Conceição e Beatriz Ferreira. Os últimos quatro, embora ainda tentem a sorte no pugilismo profissional, já se consagraram com medalhas olímpicas, com ouro para Robson e Hebert e prata para Bia e Esquiva, que tem esse nome porque seu pai é um amante do boxe.

Apesar do crescimento das artes marciais mistas (MMA) na última década, principalmente através do Ultimate Fighting Championship (UFC), o boxe ainda arrasta uma legião de fãs, e um dos principais responsáveis por isso é Floyd Mayweather Jr., que encerrou a carreira oficialmente em 2017 com 50 vitórias em 50 lutas. Contudo, o americano ainda participa de combates extraoficiais. Outras lendas do esporte são Muhammad Ali, Joe Louis, Joe Frazier, George Foreman, Mike Tyson, Lennox Lewis, Evander Holyfield, Julio Cesar Chávez e Oscar de la Hoya.

A forma mais fácil e mais óbvia de fazer uma aposta no boxe é escolher o vencedor da luta. Funciona muito bem em combates com odds (chances) equilibradas em que o apostador está confiante em seu pugilista eleito. Entretanto, quando há um favorito claro, o valor pago é muito baixo, e fica mais difícil lucrar. Uma alternativa é apostar no azarão e torcer muito, mas se o lutador não passa a mínima confiança há a possibilidade de tentar acertar em qual dos 12 rounds o combate terminará. É possível também apostar se a vitória será obtida por knockout ou por decisão dos juízes. Tudo isso vale para lutas já agendadas ou, em algumas casas, também para combates que ainda não foram confirmados – caso os lutadores não se enfrentem, o dinheiro do apostador é devolvido.

Uma forma de potencializar os ganhos é fazer apostas combinadas. Uma luta sozinha talvez não dê o lucro desejado pelo apostador caso haja um favorito claro, mas pode ser combinada com outros combates ou mesmo com outros esportes. É possível, por exemplo, combinar uma vitória de Hebert Conceição, com uma de Beatriz Ferreira por nocaute, um título de um clube de futebol e um triunfo da seleção brasileira feminina de vôlei.

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