Nesta quinta-feira (30, horário de Brasília) Renato disputou semifinal no BMX e entrou para a história com melhor campanha do Brasil no esporte em Olímpiadas.

Antes de mais nada, a história do ciclismo BMX nas Olímpiadas é recente. Assim, no programa Olímpico desde Pequim 2008, o esporte permitiu que Renato Rezende escrevesse seu nome na história do esporte olímpico brasileiro.

Dessa forma, o atleta é o único brasileiro a representar o país na modalidade por 3 vezes consecutivas. Além disso, também é o único entre os homens a sentir o prazer de competir em uma pista olímpica com o uniforme verde e amarelo.

Renato é natural do Rio de Janeiro, mas foi em uma pista no parque municipal da cidade mineira de Poços de Caldas, para qual havia se mudado, que ele se apaixonou a primeira vista pelo BMX.

Assim, após várias competições nacionais e internacionais o ciclista iniciou sua trajetória nos jogos aos 21 anos em Londres, 2012. Em seguida, teve a satisfação de disputar as Olímpiadas do Rio 2016, na sua cidade natal.

Vale lembrar que, com a pandemia e todas as restrições o ciclista ficou por muito tempo sem acesso às pistas adequadas no Brasil. Logo, tentou criar uma forma para treinar em outros países. Porém, o Brasil sofria com fronteiras fechadas por conta do alto número de casos de Covid-19.

Sendo assim, foi em casa que construiu sua própria pista improvisada. Dessa forma, o principal objetivo era não perder a técnica e o ritmo necessário para conseguir a vaga em Tóquio. Contudo, ao decorrer do tempo com algumas fronteiras abertas Renato conseguiu competir algumas copas do mundo nos Estados Unidos e em Portugal e passaporte confirmado para a capital japonesa.

Tóquio 2020

Dessa maneira, mesmo diante de todas dificuldades chegou em Tóquio para fazer história. Assim, na quarta-feira (29, horário de Brasília) conquistou pela primeira vez uma vaga para o Brasil na semifinal da modalidade.

No seu primeiro dia de competição, Renato classificou em 3° lugar dentro de sua bateria conquistando de forma inédita a vaga para a próxima fase. Como resultado, alcançou nas três corridas das quartas de finais duas vezes o 3º lugar e em uma chegou na 4ª posição.

No dia seguinte entrou para alcançar uma vaga na disputa por medalha. Sob o chuvoso céu de Tóquio a prova sofreu com o atraso. E então, quando teve condições para o início Renato encontrou grandes dificuldades em sua bateria. Ainda sofreu com uma queda na segunda corrida. Porém, nada tirou o brilho da histórica 14ª posição geral na modalidade.

Portanto, felicidade completa para o brasileiro. Tanto dentro quanto fora das pistas. Isso, porque além da grande atuação, o ciclista está na expectativa juntamente com a esposa pela chegada de Leandro, primeiro filho do casal. E, certamente não faltará histórias para Renato contar a ele.

Foto destaque: Divulgação/COB

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