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Zinedine Zidane foi o maior carrasco do Brasil na Copa do Mundo de 1998, quando marcou dois gols na vitória francesa por 3 a 0 na final

Mas se tem alguém que também brilhou na decisão ocorrida 26 anos atrás é Emmanuel Petit. E foi ele quem explicou, em entrevista exclusiva ao Wettfreunde.net, site parceiro do SDA, a estratégia francesa para ficar com o título mundial.

O ex-lateral-esquerdo e volante foi titular naquela partida e foi o responsável por um gol e uma assistência na vitória sobre os brasileiros. A primeira cobrança de escanteio que culminou na cabeçada certeira de Zidane foi de Petit, que afirmou que a jogada era uma arma da França para a decisão.

Zidane, o craque da copa

– O Rivaldo uma vez me disse que ficou impressionado com os nossos escanteios excelentes (os dois jogadores foram adversários na final da Copa do Mundo e posteriormente foram companheiros de time no Barcelona). Nos nossos escanteios, cada um dos seis ou sete jogadores na grande área sabia exatamente onde se posicionar. Já o responsável pela cobrança tinha a função de levar em consideração as qualidades da defesa adversária em cruzamentos.

– Se você tem qualidade e consegue bater bem na bola, de sete em cada dez cruzamentos você vai colocar a bola onde deseja na grande área. Tínhamos o plano perfeito – resumiu.

Os dois gols marcados de cabeça por Zidane partiram de cruzamentos, ambos no primeiro tempo. No primeiro gol, a bola partiu de Petit. No segundo, a assistência foi de Djorkaeff. O que terminou sendo uma vitória tranquila – o jogo é até hoje o de maior vantagem de gols na história das finais de Copa do Mundo, empatado com o 5 a 2 do Brasil sobre a Suécia em 1958 e o 4 a 1 do Brasil sobre a Itália, em 1970 -, teve seus momentos de tensão para os franceses, admite Petit:

– Quando o Brasil teve cinco atacantes em campo no segundo tempo, ficamos um pouco apreensivos. Também perdemos Desailly, que foi expulso faltando 20 minutos. Houve muita pressão sobre o nosso gol nos últimos 25 minutos de jogo.

– Felizmente nos beneficiamos de uma grande atuação de Fabien Barthez (goleiro da França na decisão). Estou pensando especialmente no chute de curta distância que Ronaldo conseguiu acertar. Naquele momento os deuses do futebol estavam claramente do nosso lado porque com um 2 a 1 no placar e com um jogador a menos, os últimos dez minutos de jogo teriam sido muito desagradáveis para nós – lembrou Petit.

Emmanuel Petit ainda marcou o terceiro dos franceses, aos 47 minutos do segundo tempo, encerrando a tarde de maior brilho de sua carreira como jogador de futebol. Atualmente aos 53 anos, é comentarista esportivo na França.

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