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País é o principal mercado da América Latina e segundo maior mercado do Sul Global

Se um dia os jogos online foram vistos apenas como passatempo, hoje a história é bem diferente. O setor de games deverá movimentar mais de US$ 219 bilhões em receita em todo o mundo até 2024, segundo levantamento divulgado pela Euromonitor. A pesquisa mostra que no último ano, a indústria global de jogos eletrônicos conseguiu faturar mais de US$ 196 bilhões e, de acordo com projeções da PwC, o faturamento global até 2026 deverá chegar a US$ 321 bilhões. O negócio de games no ano passado movimentou US$ 2,4 bilhões no Brasil, consolidando o País como o maior mercado da América Latina.

O segmento consolidou-se como o principal ramo de entretenimento e mídia no século XXI, superando o cinema e a indústria fonográfica e se tornando cada vez mais central nas estratégias econômicas das principais potências mundiais. 

Segundo a consultoria Newzoo, o Brasil está no top 10 dos maiores mercados de jogos online do planeta. São mais de 100 milhões de jogadores, que devem atingir um gasto próximo a US$ 3,5 bilhões até 2025, com uma taxa de crescimento médio acumulado de 10% ao ano desde 2020. O mercado no país, que é o maior da América Latina e o segundo maior do Sul Global, gera um faturamento de R$ 1,2 bilhão anuais. 

“O mercado brasileiro de jogos online está em franca expansão, mas ainda há muito o que crescer, muito potencial a ser explorado”, ressalta Marcos Guerra, CEO do time profissional de e-sports Team Solid, hoje atuante nas modalidades CS:GO e Free Fire. “O gasto médio anual do brasileiro com jogos online é de apenas US$ 62,3 por usuário pagante, o que significa menos da metade da média do consumidor europeu, por exemplo. Nosso país conta com mais de 3% dos jogadores globais, e temos o potencial de galgar rapidamente posições mais altas nos rankings globais”, destaca Guerra. 

Os e-sports estão experimentando um notável crescimento ano a ano, contribuindo para alavancar a indústria dos jogos online. Segundo a pesquisa Game Brasil 2023, os esportes eletrônicos se tornaram um dos ecossistemas mais relevantes para o consumidor de games no Brasil, apresentando um conhecimento expressivo de 82,9% entre os gamers no País, alta de 1,7% em comparação com a PGB 2022. Além disso, 48,8% deles praticam esportes eletrônicos, hábito que se manteve estável em relação à última edição do estudo (48,7%).

Com a instituição de ligas profissionais, audiências ao vivo expressivas e transmissões de alta qualidade, os e-sports se consolidaram. O envolvimento de grandes organizações esportivas, como a FIFA e a FIA, reflete um investimento crescente nesse setor, contribuindo para fortalecer sua presença em escala global.

Segundo a PGB 2023, 63,8% dos gamers brasileiros têm o hábito de acompanhar ou assistir e-Sports. A maioria deles (39,2%) assistem a vídeos ou leem sobre a modalidade de uma a três horas por semana. Com relação à frequência desse consumo, 26,5% dos jogadores o fazem duas vezes por semana, 26,1% três vezes por semana e 18,2% diariamente. Entre os títulos mais populares pelos gamers brasileiros estão: CS:GO (94%), Fortnite (91%), Free Fire (90,9%), Call of Duty (90,6%) e League of Legends (90,1%).

O levantamento mostra que 27,9% dos gamers brasileiros já ganharam dinheiro com e-Sports, o que mostra o potencial de geração de renda para os envolvidos no segmento. “Dentro do Team Solid, estamos há cinco anos trabalhando para potencializar o negócio e continuar crescendo. E isso também significa gerar trabalho e renda, transformando cada vez mais vidas. Os nossos atletas têm, em sua maioria, uma média de 20 anos de idade, e já contam com o privilégio de poderem atuar profissionalmente com o que amam. Isso para nós é algo de imensa importância”, conclui o fundador do Team Solid. 

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