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Leila Pereira consegue medida protetiva contra presidente e vice de facção Mancha Alviverde

Parece enredo de filme dos anos 90, mas não é. Poderia até ser uma versão de “Dormindo com o inimigo”, dado o enredo.

Leila Pereira, patrocinadora e atual mandatária palestrina, manteve por muito tempo, antes de assumir a cadeira de presidenta, uma estreita e incomoda relação com a facção Mancha Alviverde, sendo sua empresa, até patrocinadora do carnaval da referida facção, tanto que em 2019, ela e seu marido, José Roberto Lamacchia foram homenageados pela facção.

Mas o que parecia a parceria perfeita para dar tranquilidade ao mandado de Leila no comando do Palmeiras, acabou nos últimos meses. A aparente calma do Palmeiras no mercado durante a janela de transferências e a aquisição de um avião pela empresa Placar, de propriedade de Leila, que gentilmente o empresta ao Palmeiras, azedou o clima.

Em decisão do juiz Fabrício Reali Zia, o presidente da Mancha Alviverde, Jorge Luis Sampaio Santos, e os vice-presidentes da facção Thiago Melo, o “Pato Roko”, e Felipe de Mattos, o Fezinho, estão proibidos de terem contato pessoal ou virtual com Leila Pereira.

O trio precisa manter distância mínima de 300 metros do ambiente de trabalho ou da residência da presidente do Verdão. O descumprimento pode resultar em prisão preventiva, segundo o juiz.

Em nota oficial, a Mancha diz encarar a decisão com “perplexidade” e diz não ter sido comunicada sobre a medida protetiva.

Na sentença, o juiz Fabrício Reali Zia menciona que a transmissão do protesto através das redes sociais tinha como objetivo gerar comentários e reações ofensivas contra a presidente do Palmeiras.

– Observa-se que o principal representante da torcida palmeirense postou o referido ato sem seus perfis e, segundo a vítima, utilizou-se do protesto para promover-se em suas redes sociais, atingindo com isso milhares de pessoas e interações. Tais interações possuíam conteúdo como:

  • “Tem que meter bala na Leila”
  • “Se me arrumar uma arma, eu mato a Leila”
  • “Vou aparecer nos jornais por ter encomendado a morte da Leila”
  • “Não tem como usar de violência para cobrar a Leila?”
  • “Leila deveria ser espancada com barras de ferro”
  • “Coroa de flores para a Leila”
  • “Tem que quebrar a sede da Crefisa”

Nota da Mancha

“É com perplexidade que a Mancha Alvi Verde acaba de tomar conhecimento da informação, publicada por alguns meios de comunicação, de que uma suposta medida protetiva de afastamento teria sido proferida contra três de seus dirigentes.

Até o momento, nem a entidade ou seus dirigentes foram oficialmente comunicados de qualquer medida judicial, e causa estranheza que a imprensa tenha tido acesso a tais informações antes mesmo de pessoas diretamente envolvidas.

Se for efetivamente notificada de tal decisão, a entidade irá se manifestar na forma devida.

Apenas tomando por base o conteúdo das matérias publicadas pela mídia, cumpre esclarecer que a Mancha Alvi Verde sempre se manifestou de maneira pacífica e absolutamente dentro da legalidade constitucional, não partindo de seus dirigentes ou associados qualquer tipo de ameaça contra quem quer que seja.

O referido protesto mencionado nas reportagens foi inclusive acompanhado pelo policiamento de área (3 viaturas) e por uma equipe de transmissão do programa Jogo Aberto, da TV Bandeirantes (Vídeo abaixo). Na ocasião, vale registrar que um dos integrantes do programa elogiou o caráter pacífico da manifestação.

Por fim, a Mancha Alvi Verde reitera respeito institucional pelo cargo de presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras e repudia qualquer menção ofensiva ou em tom ameaçador contra sua ocupante. Eventuais excessos cometidos em redes sociais estão fora do controle da torcida, sendo que os responsáveis pelas supostas ameaças devem ser identificados e julgados nos termos da lei.”

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