Treinador português teve seu primeiro contato com a imprensa brasileira na academia de futebol

Nesta tarde do dia 04 de novembro, o treinador do Palmeiras, Abel Ferreira, falou em coletiva com a imprensa e abaixo seguem alguns pontos que o treinador pontuou:

Quais as primeiras impressões do contato com o elenco e o calendário maluco do futebol:

“A organização e a grandeza do clube, foi o que mais me impressionou. Uma coisa é o que dizem e outra é o que sente quando está no clube. Sua organização, grandeza, plano de presente e futuro. A forma global como veem o futebol. Agradou-me ter plano, organização, saber tudo o que querem e quando é assim é mais fácil estar perto de atingir vitórias e títulos”

Outros técnicos estrangeiros no Brasil influenciaram e encorajaram sua vinda?:

“Eu sou um homem de convicções. Eu gosto de seguir meus instintos, me desafiar. Não foi pelo que os outros disseram ou mostraram, foi por convicção que tenho que com o Palmeiras acrescentar títulos na minha carreira. e Só estando com os melhores isso é possível. Minha vontade de representar um grande clube. Fiz meu trabalho de casa, como o clube fez ao apostar em mim. Verde e branco é algo que me persegue como jogador e treinador. Foi a minha vontade de crescer melhor e me juntar aos melhores.”

Já comanda o time amanhã? E adaptação a São Paulo?:

“Tem condições de mora aqui no CT. Atravessei o Atlântico pra trabalhar, ganhar, ajudar a estrutura e os jogadores a crescer, não pra conhecer a cidade. É minha missão. Minha estadia nos próximos meses será aqui dentro. Não nos falta nada, o clube oferece todas as condições para o trabalho na plenitude. Temos que criar nossa pressão dentro, pra aguentar a pressão de fora. Quem está em um clube como o Palmeiras só pode pensar em vencer, não há outra forma.”

Inspiração no Jesualdo Ferreira:

“Minha referência no futebol é o conhecimento. São os livros, as pessoas, os portugueses, os brasileiros, todos aqueles que apanhei no passado, pois sou fruto das minhas experiencias. Não posso nomear só um. Aprendi com todos os técnicos que tive, os bons, ruins, fracos, ótimos… Nas turbulências se adquire as melhores aprendizagens. Falei com portugueses e brasileiro para aprender sobre aqui.”

Primeiro contato com o elenco e com o Andrey Lopes:

“Sim, quem não gosta de receber um time com vitórias, com vontade de ganhar, garra, energia e agressividade? Mas a verdade que já tinha falado com os jogadores. A diretoria queria um vídeo pra me apresentar, eu neguei, queria falar direto com os jogadores. É deles que dependo, é com eles que trabalho, é com eles que vamos ganhar. Peço desculpas se não fiz esse vídeo, mas primeiro os nossos jogadores. Andrey falou muito bem, time teve comportamento espetacular. Ele conhece muito bem os jogadores e o clube, foi quem mais informações me passou, tem ideias europeias, a forma como gosta de organizar o time. É um aliado seguramente. Tivemos o dia todo ontem reunido pra trocar impressões e falar. Penso como os jogadores. A escola que eles andam eu já andei”

“Ninguém está acima da grandeza do clube, Trabalhamos todo pelo mesmo. Todos aqui tem a missão de dar o melhor de si, para domingo darmos alegria aos nossos torcedores”

Abel Ferreira durante coletiva. Créditos: Reprodução

Sobre as recentes trocas de técnico no Palmeiras e o tempo pra trabalhar:

“Eu não vivo uma coisa que me guia. Algum dia vai acontecer isso. Ainda não fui despedido, mas um dia vou ser. É natural. No futebol, u mata ou morre. Vivemos em uma selva. As regras do jogo são claras: ou ganha ou ganha. Mas gostei muito. O presidente fez perguntas, mas tambmém perguntei a ele. Estudei o clube e as minhas ambições de agora e do futuro se encaixam muito. O clube trabalha muto com a base, mas não podemos esquecer dos mais experientes, que ajudam os jovens a crescer. Há um plano muito bem definido por quem trabalha direto na base, mas não podemos esquecer os mais velhos, que podem ajudar os mais jovens a crescer. Assim é possivel ter presente e futuro. Não quero saber disso de tempo. Vivo minha vida com muita intensidade, não penso a longo prazo”

“Vou defender o verde e branco até a morte. É o resultado que nos guia. É loucura ter dois meses com 18 jogos, mas ok, vamos encarar com seriedade, disciplina, comunicação. O que mais gostei de ouvir ´que o presidente sabe o que quer para o presente e futuro para o clube, isso que mais me agradou. Tive vontade de representar este clube, vou dar o melhor de mim de coração e alma para representar este clube.”

Sobre o projeto:

“No projeto tem que ganhar. Tem que ver o contexto que chega. É uma realidade diferente. A mente aberta que tenho que ter, para me adaptar rapidamente ao clube, a cidade… E a capacidade que todos têm de me acolher, trabalhando sem tempo. Não há tempo de treinar. Mas o projeto, o clube fez uma grande reforma na equipe, temos jogadores de forma constante vindo da base, temos o Renan e o Gabriel Silva treinando conosco, mas o time tem jogadores da base que já treinam conosco, como o Veron, tem o Wesley em seu primeiro ano, o Danilo, o Patrick, o Vinicius, o Gabriel Menino, que estao na primeira vez no Brasileiro. Vi um menino chamado Felipe Melo ter 10 quilometros no jogo com intensidade. Isso agrada. Ver o Luiz Adriano recuperar bolas na nossa área. Por isso ganhamos o jogo, dos mais novos e mais velhos. O time está bem”

“Não há como mudar, não tem tempo. Vamos ver a confiança dos jogadores, a forma como vamos jogar, mas o que está bem é pra continuar. Disse a eles que mostraram no jogo uma fotografia que foi além da vitória. Mostraram qualidade, organização, espirito de equipe, competitividade, a forma como celebravam os gols, o Luan celebrava muito quando fazia um corte. Gosto que meus times joguem com a bola, mas não é só isso. E o Palmeiras foi muito inteligente ao aproveitar todos. Fez tudo como um time. Quando todos querem muito uma coisa, ela acontece”

Ganhar passa por não jogar bonito e vencer?:

“Temos que recuperar a nossa identidade. O Palmeiras é conhecido pela Academia, por uma forma e estilo de jogar, não pelos títulos. Foi pena identidade criada. Mas não me peçam que sem treinar verão meu time jogar os meus times. Não me peçam isso, pois não há tempo. Sei que temos que ganhar. Os jogadores são inteligentes, sabem o que devem fazer em campo, tem uma base dentro deles. Eles têm um mapa do futebol dentro deles. O que vamos fazer agora é ajudá-los, que cada um deles tenha a capacidade de ser melhor que si mesmo a cada dia. Se fizermos isso como no último jogo, teremos muitas alegrias.”

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