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As tecnologias no meio esportivo têm permitido que os atletas superem os seus limites, quebrem recordes e atinjam níveis mais elevados de performance esportiva. Para que isso seja possível, uma gama de profissionais e recursos técnicos são aplicados para garantir o máximo rendimento do esportista. Dentro dessas novas tecnologias, já há alguns anos, o tratamento com LED tem reinventado o segmento e auxiliado fisioterapeutas esportivos a melhorar a performance de seus atletas.

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) explica que o fisioterapeuta esportivo tem como objetivo, entre outros, prevenir lesões e promover processos de recuperação funcional. Para isso, pode se utilizar de diferentes técnicas, como liberação miofascial, massoterapia, terapia fria, e agora conta também com o auxílio da LEDterapia no tratamento de pacientes esportivos.

Um dos problemas mais comuns em atletas de alto desempenho é a lesão muscular, o que leva profissionais a buscarem métodos de recovery muscular. Segundo o fisioterapeuta esportivo Anderson Kirihara (CREFITO 8/ 43.338 – F): “É necessário que um fisioterapeuta tenha as ferramentas e conhecimento adequados para tornar o recovery muscular possível, já que 1% de ganho marginal para um atleta pode ser a diferença entre a vitória e a derrota”.

O que é LEDterapia?

A ação do LED no organismo é a nível celular e realiza um processo conhecido como fotobiomodulação. Essa prática já é estudada e é baseada em evidências clínicas na medicina, odontologia, e outras áreas da saúde.

De acordo com o Dr. Álvaro Pereira (CRM-SP: 34.348), diretor técnico da Cosmedical, empresa que atua no segmento da LEDterapia: “O efeito da luz do LED em determinados comprimentos de onda em contato com a pele estimula a produção de ATP intracelular, que é como se fosse o combustível da célula. Com mais energia, há o aumento de respostas benéficas ao organismo, como alívio da dor e aceleração de processos de regeneração celular, deste modo, ajudando a melhorar a performance esportiva”.

O fisioterapeuta Richard Reid (CREFITO 12182896.1.F) comenta que o tratamento com LED “proporciona a analgesia local, reparação tecidual, ação anti-inflamatória, redução de edema, trazendo o atleta de volta o mais rápido possível para a prática esportiva”.

Estudos sugerem a eficácia da LEDterapia

O tratamento com LEDterapia é relativamente recente em relação a outras técnicas. A massoterapia, por exemplo, possui registros desde 300 AEC, enquanto a crioterapia remonta ao século 2500 AEC, quando era utilizada por egípcios, gregos e romanos com gelo e neve para variados tratamentos médicos. Já a LEDterapia é conhecida e utilizada para tratamentos de lesões esportivas nas últimas duas décadas.

Em 2006, foi realizado um estudo duplo-cego randomizado, onde se avaliou o efeito da terapia em exercícios e DMIT (Dor Muscular de Início Tardio). Concluiu-se que houve diminuição significativa da dor muscular de início retardado. Também houve “diferença significativa nos escores de dor no período de 48 horas”.

Já outro estudo, publicado em 2014, testou a aplicação da LEDterapia para a recuperação muscular de homens jovens saudáveis após serem submetidos a um “exercício excêntrico prejudicial”. O grupo que recebeu as luzes, teve menos perda de força muscular, menos dores musculares e menos deficiência de amplitude de movimento.

Em um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), e divulgado em 2016, foi verificado como um par de gêmeos monozigóticos responderia à LEDterapia ou placebo combinado com um programa de treinamento de força durante 12 semanas. A pesquisa concluiu que a fotobiomodulação reduziu o dano muscular, a dor, o período de recuperação, além de aumentar o desempenho atlético e a massa muscular do atleta irradiado.

Novos horizontes para o esporte

Kirihara pontua também que: “O tratamento com a LEDterapia combinada com outros métodos é um dos meios capazes de aumentar a performance do esportista, que se recuperará mais rapidamente do overtraininig”. Porém, o especialista ressalta que a LEDterapia sozinha não é capaz de trazer resultados tão evidentes: “É necessário um conjunto de ações como boa nutrição, qualidade de sono, descanso adequado, saúde mental, entre outros fatores para que o atleta atinja o melhor resultado”.

É muito importante que os atletas tenham o devido amparo para evitar lesões físicas graves que venham a impossibilitar a prática esportiva. Além disso, contar com recursos avançados pode ajudar a reduzir o número de atletas que recorrem ao doping como também outras práticas desportivas desleais, mantendo assim uma competição em nível saudável.