Os cuidados com o lar ganham, com o passar dos anos, novas soluções à medida que novas questões relacionadas ao uso do espaço e à convivência no ambiente doméstico apresentam novas demandas. Espaço de interação social por natureza, a sala de estar tem em seus sofás, poltronas, puffs, divãs e almofadões seus pontos de maior permanência de moradores e visitantes, ocasionando um processo constante de degradação e sujidade. Para tal problema, assim, soluções como a impermeabilização de estofados se apresentam.

O serviço, além de facilitar o processo de limpeza, ajuda a evitar transtornos com manchas ocasionadas por substâncias como vinho e molho de tomate, além de urina de animais. Sendo um processo que traz tais vantagens, é natural que existam certos cuidados, sendo o procedimento de aplicação algo que exige algumas precauções.

Para Vinicius Finavaro, responsável pela SP Serviços, empresa especializada na lavagem e impermeabilização de estofados, pontua a necessidade de que a aplicação do material que proporciona a impermeabilização dos estofados seja feita por uma equipe especializada, que passa o know how necessário para a atividade e que seja verificado qual o tipo de produto que será empregado no serviço.

“O mais recomendável é que o produto a ser aplicado seja à base de água, ou seja, não inflamável”, afirma. O profissional pontua que a utilização de um material dessa natureza é mais seguro e impossibilita que casos como o ocorrido em Curitiba em 2019, em que uma explosão ocorrida no interior de um apartamento, decorrente do mau uso de um produto inflamável, que estava sendo utilizado na impermeabilização de um sofá, vitimou uma criança de 11 anos.

O incidente motivou a Prefeitura de Curitiba a criar um decreto que regulamenta a atividade de empresas que prestam serviços de impermeabilização de móveis, proibindo a realização de serviços de impermeabilização com produtos químicos inflamáveis, combustíveis e controlados em lugares fechados.

Finavaro pontua, porém, que utilização de produtos químicos à base de solventes (altamente inflamáveis) ainda é bastante comum, já que este produto tem um tempo de secagem muito menor do que o produto à base de água: enquanto o primeiro leva cerca de 40 minutos, o segundo pode demorar até 72 horas. 

“Em casos de aplicação de solventes inflamáveis, os principais cuidados que devem ser tomados são a utilização de equipamentos adequados e em perfeito funcionamento e o isolamento total do ambiente, sem que qualquer pessoa além do profissional que exerce o serviço permaneça no local. Além disso, todos aparelhos elétricos próximos ao móvel que será impermeabilizado devem ser desligados”, afirma. 

Nestes casos, ademais, é necessário que o profissional siga à risca as orientações dos fabricantes dos solventes, utilizem os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e passem por treinamentos constantes no intuito de exercer o serviço da forma mais segura. “É importante dizer”, ressalta Finavaro, “que os todos os profissionais que fazem uso de materiais inflamáveis devem ter uma capacitação específica para isso”, diz ele, citando o treinamento NR (Norma Regulamentadora) 20, que versa sobre “Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e combustíveis” e que se aplica, de acordo com sua definição, “a qualquer atividade que envolva: extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis, nas etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção, inspeção e desativação da instalação”.

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