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A obesidade é uma doença que já é vista como uma grave crise de saúde pública, que afeta uma parcela significativa da população no mundo todo, incluindo crianças e adolescentes. Esta condição médica refere-se ao aumento da gordura corporal e que provoca uma série de doenças associadas como diabetes tipo 2, hipertensão, problemas de coração, dislipidemia (colesterol alto), esteatose (gordura no fígado) e outras comorbidades causadas pelo excesso de peso. Além disso, portadores de obesidade precisam lidar com estigmas sociais associados à doença que envolvem preconceito, estereótipos desrespeitosos, falta de entendimento, levando os pacientes a condições de baixa autoestima, vergonha e culpa pela condição de saúde. Para conscientizar, alertar, sensibilizar e dar mais voz ao tema, instituiu-se o Dia Mundial da Obesidade, celebrado anualmente em 04 de março.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a obesidade como uma doença crônica, recidivante e multifatorial. Indivíduos que sofrem de obesidade possuem Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m2. “O cálculo do IMC é uma ferramenta preconizada e recomendada pela OMS para classificar o excesso de peso corporal, baseada na relação peso/altura ao quadrado que, quanto maior o índice, maiores são os riscos associados à doença”, explica o Dr. José Afonso Sallet, Diretor-Médico do Instituto de Medicina Sallet

A causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é o desequilíbrio energético entre a quantidade de calorias ingeridas e quantidade de calorias utilizadas pelo indivíduo para realização de suas atividades diárias. O excesso de calorias não consumidas acumula-se em forma de gordura corporal. Nos últimos anos observa-se o aumento da ingestão de alimentos multiprocessados, ricos em gordura e açúcares, associado a um estilo de vida cada vez mais sedentário, que levou a um incremento nos casos de obesidade em todo o mundo. “O problema torna-se ainda maior quando se considera que esse excesso de peso pode ser um fator-chave para condições crônicas, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas, pressão alta e certos tipos de câncer”, destaca o Dr. Sallet.

Os casos de obesidade no Brasil e no mundo são preocupantes

A prevalência da obesidade aumentou muito nas últimas décadas. De acordo com levantamentos da OMS, as taxas de obesidade em adultos praticamente triplicaram desde 1975 e se elevaram em cinco vezes em crianças e adolescentes. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo IBGE em 2019, indicou que mais de 60% da população brasileira acima de 18 anos apresenta excesso de peso. Esses números traduzem uma realidade alarmante: conforme a Federação Mundial de Obesidade (WOF), nenhuma nação está próxima da meta estabelecida pela OMS de redução nos índices de obesidade até 2025. A projeção é de que, até esse ano, 1 a cada 5 adultos no mundo apresentará algum grau de obesidade. 

Dia Mundial da Obesidade

O Dia Mundial da Obesidade, em 4 de março, busca incentivar toda a sociedade, bem como autoridades, membros da comunidade médica e governantes para o desenvolvimento de soluções de ordem prática e acessíveis que disponibilizem tratamentos adequados às pessoas que precisam alcançar e manter um peso saudável. Ademais, a campanha também prioriza conscientizar toda a população sobre o fato de que a obesidade é uma doença crônica e, portanto, que a pessoa obesa deve ser tratada com respeito, ter acesso a um sistema de apoio e o acolhimento necessário para lidar e combater a doença.

A campanha global é organizada pela World Obesity Federation, uma entidade sem fins lucrativos que mantém relações oficiais com a OMS e outras entidades de combate à obesidade no mundo. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) são entidades diretamente envolvidas com as ações da campanha. O tema em 2022 é “everybody needs to act” (todos precisam agir, em tradução livre) que busca uma abordagem mais coletiva e integradora para lidar com essa crise global. 

“A campanha abriga um estímulo para que sejam banidos o preconceito, a intolerância e incompreensão com quem sofre com a obesidade”, destaca o dr. José Afonso Sallet. O médico complementa que “as pessoas com obesidade requerem acesso respeitoso e equitativo ao tratamento e aos serviços de saúde. Essas ações exigem ações públicas sistemáticas e maior voz à comunidade médica, que precisa ser ouvida sobre a importância da intervenção precoce no combate à obesidade para evitar não só complicações de saúde e mortalidade, mas todos os prejudiciais efeitos sociais causados pela falta de compreensão da doença”, finaliza.

Informações à imprensa: comunicacao@sallet.com.br