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O estudo IDC Predictions Brazil 2022 indica que, até dezembro de 2022, mais de 95% das organizações que já fazem uso da nuvem preservarão ou ampliarão a capacidade desses ambientes. Um outro relatório do IDC mostra que, em 2021, houve um aumento de 46,5% no uso da nuvem em relação ao ano anterior.

Uma análise da publicação de negócios internacionais Business Insider, divulgada no início de março, alerta que, em 2022, o valor do transporte de um container pode saltar de 10.000 para 30.000 dólares. Esse quadro afeta o Brasil: pesquisa realizada pela Abinee indica que 67% das empresas que integram a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica estavam, em janeiro deste ano, sofrendo com problemas de desabastecimento.

Segundo dados do jornal indiano Economic Times, se em 2021, o mercado de tecnologia que já sofria com a falta de profissionais capacitados em novas tecnologias e com a ausência de insumos para fabricação de componentes eletrônicos devido ao custo do transporte marítimo que subiu 300%, tem, agora, de lidar com as disrupções causadas pela guerra na Ucrânia que pode elevar ainda mais essa conta.

Para Vinicius Miranda, engenheiro de soluções de segurança da F5 Brasil, o resultado dessa crise é a lentidão na entrega de equipamentos digitais essenciais para o suporte aos processos de negócios das empresas brasileiras. “Durante a pandemia de COVID-19, inúmeras razões levaram ao crescimento da nuvem no Brasil. Infelizmente, neste início de ano, uma nova razão é o impacto da guerra na Ucrânia sobre a economia”, explica Miranda.

O executivo da F5 conta que como resposta à situação atual, ao aumento dos custos de transportes com containers, mais e mais organizações estão contratando serviços virtuais baseados na nuvem e, o modelo híbrido (combinação da nuvem pública e privada) é o que mais tem se destacado. Miranda afirma isso com base na pesquisa Value of the cloud computing services market in Latin America in 2022, by type of service, da Statista, de fevereiro de 2021, realizada com gestores das 5.000 maiores empresas da América Latina que mostra que 60% dos entrevistados afirmaram adotar a nuvem híbrida.