O mercado de franquias no Brasil se recuperou em 2021, superou os prejuízos de 2020 e se aproxima do patamar pré-pandemia, segundo dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising). Para 2022, a entidade projeta um crescimento de 9% no faturamento, com uma movimentação superior a R$ 201,7 bilhões, conforme divulgado na quarta-feira (16).

Sondagem recente da ABF mostra que os resultados do franchising no Brasil foram de R$ 167 bilhões em 2020 para mais de R$ 185 bilhões em 2021 – uma alta de 10,7%. Se confirmada a previsão para este ano, o segmento pode superar o desempenho de 2019, quando a receita foi de R$ 186 bilhões.

Rafael Marutaka, CEO do Grupo Lamadre, avalia de forma positiva a previsão de expansão do setor de franquias em 2022. “A perspectiva de aumento nas buscas por franquias se deve, entre outros fatores, à segurança e estrutura de plano de negócio bem definida que o franchising oferece àqueles que querem empreender de forma assertiva em um momento de recuperação econômica”, diz.

Ainda segundo Marutaka, a perspectiva é de que o mercado de seguros, em específico, siga em uma crescente no pós-pandemia. “Ao longo de toda a crise sanitária, foi possível observar o crescimento na busca por segurança financeira e proteção patrimonial, com destaque para as franquias do segmento – que cresce a dois dígitos consecutivamente nos últimos anos”.

Com efeito, o setor de seguros no Brasil faturou 11,2 bilhões de reais apenas em maio do último ano, o que representa uma alta de 26,4% em relação ao igual período em 2020, conforme balanço da plataforma de análises IRB+Inteligência. Com isso, o mercado segurador atingiu a marca de 54,2 bilhões de reais no acumulado de 2021, um acréscimo de 15,9% se comparado ao ano anterior.

Além do mais, prossegue, as franquias auxiliam os empreendedores que buscam explorar o mercado em momentos de incerteza. “As franquias oferecem negócios testados, com soluções para problemas comuns, o que reduz, e muito, a fatalidade dessas empresas que, por vezes, não chegam a atingir dois anos de atividade”.

A análise de Marutaka é corroborada por números: cinco a cada dez empresas abertas no Brasil quebram antes de completarem os seus dois primeiros anos, conforme pesquisa do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). De acordo com a observação, realizada em 2018 com base em dados coletados pelas Juntas Comerciais de todo o país em um período de dez anos, as empresas de pequeno porte são as que mais enfrentam dificuldades para sobreviver.

“Por outro lado, apenas 5% das unidades de franquias fecham antes de completar dois anos de operação”, compara, citando dados do Sebrae. De forma síncrona, dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indicam que 30% das empresas não chegam ao 3º ano de existência.

Franchising é tendência no futuro pós-pandemia

Na visão do CEO do Grupo Lamadre, muitos brasileiros com “sede” de empreender ainda são freados pelo medo. “Em busca de vencer seus receios e conquistar o sonho de iniciar o próprio negócio, o modelo de franquias é uma ótima opção. Isso porque, nesta modalidade, todo o know how é passado ao franqueado, bastando que este direcione seus esforços”.

Para Marutaka, é de se esperar que modelos de franquias sejam buscados, cada vez mais, no chamado futuro “pós-pandêmico”, especialmente por conta da busca por segurança – o que o franqueado sempre busca em uma franqueadora.

“As grandes redes ganham força, pois possuem melhores condições do que os pequenos empresários, conseguindo condições de negociação e de custos mais atrativos. Em momentos de alta inflação, essas condições diferenciadas ganham destaque”, conclui.

Para mais informações, basta acessar: https://www.grupolamadre.com/