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Gosto amargo na boca, fel puro. A Lazio perdeu seu carro chefe, mas foi de forma consciente.

São Paulo – Desde o início do “calciomercato” as expectativas eram grandes para a confirmação do acordo entre Lazio e David Silva, seria a divisão de águas para a equipe da capital italiana. A contratação era para entrar de cabeça erguida na Champions, depois de um hiato de 5 anos. 

O jogador havia dado a sua palavra para os dirigentes do clube italiano, o contrato seria de 4 milhões/ano mais um acréscimo de 3 milhões de bonificação. Estava tudo certo até a última semana. Estava, conjuguei certo. No início do final de semana rumores sobre um suposto interesse da Juventus colocaram um ponto de interrogação gigantesco na cabeça do povo biancocelesti.

No entanto a possibilidade da maior da Itália entrar no páreo foi descartada logo no seu início. O caminho estava aberto para a Lazio, mas a questão ainda era complicada. Essa invenção do staff era de fazer preocupar: os agentes queriam fazer leilão. Lotito descartou logo de cara: “Não participaremos de leilão. Não iremos fugir da nossa filosofia econômica. Virá quem quiser jogar por esse clube”, disse o presidente.

E, apesar da palavra dada, David preferiu a família ao invés de jogar mais uma vez a Champions. Contrato assinado e camisa 21 com a Real Sociedad. A Lazio continuara a investir no mercado, tem grana para isso, o gosto amargo fica e a lição também.

Ennio Ricanelo, colunista do ESPORTESNET.

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