Perdemos a identidade do futebol, o estádio agora não pertence ao povo

Estádios modernos, verdadeiras “casas de shows” um conforto digno dos grandes teatros.
Lustres, mármores, banheiros luxuosos, banheiras nas arquibancadas, garçons, restaurantes internacionais, como diria Athayde Patrese: Simplesmente um luxo.
E onde está a identidade do estádio? As facções criminosas são donas de espaços dos estádios há décadas, onde o(a) torcedor(a) não pode entrar.
Nos demais espaços dos estádios, perdemos, a geração selfie dominou os estádios. Não sabem torcer e se preocupam mais em ficar fazendo vídeos para o Tik Tok, Instagram do que em saber o que acontece no jogo.
Já cansei de perceber e já fiz este teste, perguntando às pessoas ao meu redor o que está ocorrendo no jogo e 99% não sabiam responder.
Triste, triste demais, ao menos para mim e a todos(as) que amam o futebol, que só gostam de ir ao estádio para curtir o jogo e depois, na saída, sentar em uma simplória calçada com aquele lanche de pernil e uma cerveja gelada para conversar sobre os lances do jogo.
Hoje não…o(a) “torcedor(a)” de futebol fica debatendo qual foto tem que ir para a rede social e qual baladinha o jogador frequenta. Qual a marca da roupa dele(a).
Perdemos identidade, transformamos o futebol em algo que ficou refém, ainda mais do que antes, do crime organizado e de uma geração sem cultura, que acha a selfie mais importante que a história do clube de coração, que considera que o futebol surgiu a partir do ano 2000.
É lamentável, mas não tenho capacidade de descrever como resgatar a paixão nacional. Será que daqui a pouco o nosso querido carnaval vai ficar assim também? Tomara que não.
Meu amor pelo futebol me faz ficar com um aperto no coração ao não ver mais o clima que existia antes, a pobreza cultural das novas gerações e distorção dos valores entregam a paixão nacional a quem não a merece.
Mas enquanto houver esperança, a salvação.
Contra a elitização do esporte, pois ele pertence ao povo.
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