Pela terceira vez consecutiva, a tetracampeã mundial fica fora da Copa do Mundo; jornais italianos classificam derrota nos pênaltis como “Apocalipse 3.0”

A Itália vive hoje o capítulo mais sombrio de sua centenária história no futebol. Ao ser derrotada nos pênaltis pela Bósnia e Herzegovina em Zenica, a Azzurra confirmou sua ausência na Copa do Mundo de 2026. O resultado ecoou globalmente, com a imprensa internacional não poupando críticas à falta de renovação e ao declínio técnico da equipe comandada por Gennaro Gattuso.

Na Itália, o sentimento é de luto e indignação. O tradicional jornal La Gazzetta dello Sport estampou em sua capa a manchete “Desastre Total”, ressaltando que uma geração inteira de jovens italianos crescerá sem saber o que é ver sua seleção no maior palco do mundo. O Corriere dello Sport foi ainda mais incisivo, chamando a eliminação de “Vergonha Nacional” e cobrando uma reforma imediata na federação.

O Jogo e o “Karma” de Dimarco

A partida foi dramática. A Itália abriu o placar com Moise Kean, mas a expulsão de Alessandro Bastoni ainda no primeiro tempo mudou o panorama. A Bósnia, empurrada por sua torcida, buscou o empate com Haris Tabakovic após assistência de Edin Dzeko. Nas penalidades, os erros de Sebastiano Esposito e Bryan Cristante selaram o destino italiano.

A imprensa britânica, como o The Guardian e a BBC Sport, destacou o “fator karma”. Dias antes, jogadores italianos foram filmados celebrando a vitória da Bósnia sobre o País de Gales na semifinal da repescagem, sugerindo que preferiam enfrentar os bósnios por considerá-los um adversário mais fraco. O capitão bósnio Dzeko ironizou após o jogo: “Talvez eles devessem ter tido mais respeito”.

Repercussão em Outros Continentes

Na França, o L’Équipe descreveu a Itália como um “gigante caído que esqueceu como se levanta”, enquanto na Espanha, o Marca destacou que o futebol mundial perde seu brilho sem a tradição italiana, mas ressaltou a justiça do resultado pelo futebol apresentado.

Agora, o futebol italiano entra em um período de reflexão profunda. Fora das Copas de 2018, 2022 e agora 2026, a lacuna de 16 anos sem participar de um Mundial é uma mancha que dificilmente será apagada.


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