Largando da 18ª posição, o Di Grassi deu um show de estratégia nas voltas finais para garantir o primeiro triunfo da Lola Yamaha ABT
O automobilismo raiz respira! Em uma das exibições mais impressionantes da história recente da Fórmula E, o experiente piloto brasileiro Lucas Di Grassi conquistou uma vitória espetacular na última volta da rodada 13 do E-Prix de Xangai. O triunfo marcou a primeira vitória da equipe Lola Yamaha ABT desde a sua formação atual, lavando a alma do fã de velocidade.

A escalada implacável e o xeque-mate estratégico
A pista em Xangai começou a secar gradualmente, um cenário perfeito para quem decidiu arriscar em um acerto mais agressivo dos carros. Quem soube ler o asfalto como ninguém foi o veterano brasileiro. Após largar de uma amarga 18ª posição, Lucas Di Grassi foi escalando o pelotão de forma cirúrgica.
Nas voltas finais, após um período de Full Course Yellow, a liderança estava nas mãos de Joel Eriksson (Envision Racing), seguido de perto por Jean-Éric Vergne (Citroën Racing) e pelo próprio Di Grassi. A grande jogada da corrida aconteceu na neutralização: enquanto Eriksson e Vergne viram o tempo de seus respectivos ATTACK MODE ser consumido sob bandeira amarela, o brasileiro poupou o seu cartucho para o momento decisivo.
Na relargada, Di Grassi usou os instantes finais dos seus 50 kW extras com tração integral e partiu para o ataque. Na penúltima volta, despachou Eriksson no grampo. Na abertura da última volta, jogou o carro por fora de forma genial sobre Vergne na Curva 1, assumindo a liderança definitiva para cruzar a linha de chegada em primeiro.
Recordes históricos na China
Essa foi a primeira vitória de Lucas Di Grassi na Fórmula E desde 2022. O feito traz um simbolismo enorme: o brasileiro, que venceu a primeiríssima corrida da história da categoria (também na China, em 2014), agora se isola ainda mais como o vencedor mais velho da história da categoria, alcançando o topo do pódio aos 41 anos e 328 dias.
O pódio em Xangai foi completado por Jean-Éric Vergne em segundo e Joel Eriksson em terceiro, celebrando o melhor resultado de sua carreira. Entre os outros brasileiros, o pole position Felipe Drugovich (Andretti) fez uma corrida sólida e fechou a zona de pontos na sexta colocação.

Mudança de liderança no Mundial de Pilotos
A etapa chinesa mexeu fortemente na tabela do Campeonato de Pilotos. Pascal Wehrlein, da Porsche, terminou em quarto lugar e assumiu a liderança geral da competição. Ele foi imensamente beneficiado pelo drama de Mitch Evans (Jaguar TCS Racing) — que chegou à China como líder isolado, mas sequer conseguiu largar devido a uma pane técnica em seu bólido antes da largada. Wehrlein agora sustenta uma vantagem de nove pontos sobre Evans.
No Campeonato de Equipes, a Jaguar TCS Racing segue na ponta com 243 pontos, seguida de perto pela Porsche com 237. Já no Campeonato de Fabricantes, a Porsche lidera de forma confortável com 384 pontos.
A Fórmula E agora faz as malas e se prepara para as emoções das rodadas 14 e 15 no E-Prix de Tóquio, em uma inédita e aguardada rodada dupla noturna marcada para os dias 25 e 26 de julho.
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