Em clássico eletrizante na Arena Nilson Nelson, Brasil reage após perder os dois primeiros sets e bate a Argentina no tie-break
O clássico sul-americano no vôlei masculino entregou todo o drama e emoção que os torcedores esperavam. Em partida válida pela primeira semana da Liga das Nações de Vôlei (VNL) 2026, realizada em Brasília, o Brasil mostrou um poder de reação espetacular para derrotar a Argentina de virada por 3 sets a 2, com parciais de 18/25, 24/26, 25/19, 25/23 e 15/9.
Com o resultado heróico na Arena Nilson Nelson, o time comandado pelo técnico Bernardinho encerrou a perna inicial do torneio com 100% de aproveitamento. Foram quatro vitórias em quatro jogos na Capital Federal, superando também as seleções do Irã, Bélgica e Sérvia.
O jogo: Erros iniciais e susto duplo
O confronto começou em um ritmo bastante complicado para a Seleção Brasileira. Apresentando falhas frequentes de posicionamento e cedendo 11 pontos em erros apenas na primeira parcial, o Brasil viu a Argentina dominar as ações desde o início. Ditando o ritmo com eficiência através dos ponteiros Luciano Palonsky e Luciano Vicentin — este último o maior pontuador do duelo com 24 acertos —, os hermanos fecharam o primeiro set em 25 a 18.

No segundo set, os anfitriões buscaram equilíbrio e chegaram a liderar por 15 a 14. No entanto, a instabilidade no bloqueio e erros cruciais na reta final permitiram que os argentinos mostrassem consistência defensiva para cravar 26 a 24, abrindo uma preocupante vantagem de 2 a 0 na partida.
A reação: O dedo de Bernardinho e o banco de reservas
A iminente derrota acendeu o sinal de alerta, e a mudança de postura no terceiro set foi nítida. Com mais volume de jogo e saques agressivos, o Brasil começou a incomodar a recepção rival. Sob a liderança do central Judson (destaque brasileiro com 15 pontos) e de Honorato (13 pontos), a Seleção faturou a parcial por 25 a 19, iniciando a escalada.
O quarto set testou os corações da torcida. A Argentina voltou disposta a liquidar a fatura e abriu cinco pontos de frente (10 a 5). Foi aí que a força do elenco brasileiro apareceu. Vindo do banco, os reservas Arthur Bento e Bryan incendiaram a quadra. Bryan, com um ace fundamental, igualou o placar em 20 a 20, e Judson virou no bloqueio. Coube a Arthur Bento fechar o set em 25 a 23, arrastando o clássico para o tudo ou nada.
Domínio no tie-break e festa em Brasília
Embalado pelo caldeirão candango, o Brasil iniciou o quinto set de forma avassaladora. Novamente com o brilho de Bryan no saque e bloqueios pesados de Honorato, o time abriu logo 5 a 2. A vantagem confortável foi administrada com autoridade e, após um ataque para fora de Vicentin, a virada histórica foi sacramentada em 15 a 9.
A Seleção Masculina agora terá um descanso antes de viajar para Ljubljana, na Eslovênia, onde enfrentará a Ucrânia no dia 24 de junho pela segunda fase da competição.
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