O domínio avassalador do Velho Continente no mata-mata mundial
A atual edição da competição internacional atingiu o seu afunilamento máximo com uma marca impressionante. O continente europeu demonstrou ampla soberania técnica e tática ao longo de todas as oitavas de final. De fato, a presença maciça de seis seleções europeias na Copa transforma o torneio em uma verdadeira Eurocopa. O público espalhado pelo mundo presenciou confrontos eliminatórios de altíssima intensidade física nos gramados norte-americanos. Dessa forma, a geopolítica tradicional do futebol impôs sua força na definição dos quadrantes decisivos.
A grande surpresa da rodada de encerramento ficou por conta da inédita e histórica campanha da Noruega. A equipe escandinava alcançou o prestigiado Top 8 do futebol global pela primeira vez em sua trajetória. Além disso, o feito histórico foi consolidado após os noruegueses eliminarem a tradicional Seleção Brasileira no mata-mata. O melhor desempenho anterior do país havia sido apenas as oitavas nos mundiais de 1938 e 1998. Com efeito, os comandados de Thomas Tuchel na Inglaterra também carimbaram a vaga cnuma verdadeira batalha no Estádio Azteca, contra os donos da casa no último domingo (5).

O comandante britânico se tornou o segundo técnico estrangeiro na história a guiar os ingleses nesta fase. A Europa ainda celebra o retorno da Bélgica e a incrível resiliência da surpreendente Suíça. Os helvéticos eliminaram a favorita Colômbia nas penalidades máximas após uma batalha tática dramática e exaustiva. Inclusive, a Suíça retorna para as quartas de final da Copa após um longo jejum de 72 anos. Portanto, o bloco europeu chega fortíssimo e blindado para buscar o cobiçado título mundial.
Os heróis da resistência que desafiam a soberania europeia

Apenas duas nações de fora do Velho Continente conseguiram resistir ao verdadeiro massacre dos rivais. A seleção da Argentina carimbou o seu passaporte em uma das partidas mais espetaculares deste século nas copas. Os sul-americanos perdiam por 2 a 0 para o valente Egito até os 80 minutos. E então, a equipe buscou uma virada épica e totalmente inacreditável nos instantes finais do duelo. Como resultado, os bicampeões da América mantêm viva a esperança do continente na chave principal.
O confronto épico do dia 7 de julho isolou Lionel Messi no topo do futebol mundial de forma inédita. O craque argentino vai disputar a sua quinta edição de quartas de final em Copas do Mundo. Nenhum outro jogador no futebol masculino alcançou essa marca estatística expressiva ao longo da história esportiva. Portanto, a liderança técnica do camisa dez foi o combustível para a incrível reação diante dos egípcios. Paralelamente, o time de Marrocos também escreveu o seu nome com letras de ouro na história.
Os Leões do Atlas passaram com extrema facilidade pelo Canadá para carimbar a vaga seguinte. Com este resultado expressivo, Marrocos se tornou o primeiro país africano a disputar duas quartas na história. A atual geração marroquina prova que a semifinal de quatro anos atrás não foi um mero acaso. A força defensiva do elenco africano promete impor imensas dificuldades para a favorita França. Logo, argentinos e marroquinos carregam o peso de representar o resto do planeta no torneio.
O desenho dos confrontos de gigantes rumo à grande semifinal
O primeiro grande embate do cronograma colocará a poderosa França diante da competitiva equipe de Marrocos. Os franceses chegam nesta fase pela décima primeira vez com um elenco altamente qualificado e experiente. Por isso, o astro Kylian Mbappé busca a sua terceira final consecutiva para igualar o recorde de Cafu. Dessa forma, a reedição da semifinal do Catar promete ser um espetáculo repleto de tensão.
O segundo quadrante do torneio apresentará o clássico europeu entre a Espanha e a forte Bélgica. A badalada geração belga chega à sua terceira participação nesta fase específica de uma edição de Copa. O time só ficou de fora da lista das oito melhores equipes no mundial de 2022. Na outra perna do cruzamento, a Inglaterra vai medir forças contra a surpreendente e embalada Noruega. Inquestionavelmente, o duelo escandinavo e britânico testará os limites táticos das duas comissões técnicas envolvidas.
O fechamento da rodada eliminatória trará o eletrizante confronto tradicional entre a Argentina e a Suíça. Os europeus tentam quebrar o favoritismo sul-americano com um sistema de marcação forte e muito agressivo. Por essa razão, os treinadores ganham dias preciosos de treinamento para ajustar os últimos detalhes dos times. Qualquer erro de posicionamento defensivo a partir de agora resultará na eliminação imediata da delegação. De fato, o caminho para o título máximo está completamente desenhado em solo americano.
Confira os confrontos de quartas de final
França x Marrocos, quinta-feira, 9 de julho, às 17h00, no Gillette Stadium em Boston.
Espanha x Bélgica, sexta-feira, 10 de julho, às 16h00, no SoFi Stadium em Los Angeles.
Noruega x Inglaterra, sábado, 11 de julho, às 18h00, no Hard Rock Stadium em Miami.
Argentina x Suíça,sábado, 11 de julho, às 22h00, no Arrowhead Stadium em Kansas City.
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