A Juventus soube há 15 dias que a tarefa de virar a mesa diante do Porto não seria fácil, lá perdeu por 2-1, vendo o seu “fuoriclasse”, Cristiano Ronaldo, ser bloqueado pelo inteligente esquema de Sérgio Conceição. Federico Chiesa, para mim um dos melhores jogadores da Itália, manteve o jogo vivo marcando para os bianconeri em terras lusitanas. 

O duelo de hoje (09) no Allianz, em Turim, foi duro. Os portugueses saíram na frente com gol de Sérgio Oliveira de penal (19’1T). Como era previsível, os portistas se fecharam e limaram os espaços. A diferença técnica é clara e palpável e ela falou mais alto quando Chiesa (4’2T) marca o tento de empate e também o da virada (17’2T) colocando a vecchia signora no jogo, nessa altura já com um jogador a mais, após a expulsão de Taremi (9’2T).

Com a paridade no placar agregado a partida foi levada para a prorrogação. No segundo tempo extra, numa batida certeira Sérgio Oliveira marcou a vitória do Porto, pois mesmo a Juve marcando aos 11’ com Rabiot de cabeça, fazendo a partida acabar por 3-2, com o gol qualificado os portugueses avançam. 

Jogo histórico. Emblemático. Representativo. Amostra perfeita de como será o caminhar de Andrea Pirlo na sua primeira temporada no banco de reservas. O ex maestro ainda terá muito trabalho, a Juve é doente em alguns pontos chaves, como por exemplo o meio campo, que sofre para criar jogadas e oportunidades, bem diferente de quando Pirlo estava no gramado. Curioso, no mínimo, dizer que o meio-campo treinado pelo melhor centro campista dos últimos anos…não funciona. 

Penso que com passar dos tempos na “panchina” o Pirlo vai entender algo muito importante para um treinador: as ideias não vivem muito na realidade sem que adaptemos o discurso. Caro, leitor, me deixe filosofar um pouco. Platão diria que temos de entender: Algo imaginado no mundo das ideias, quando vão para o mundo dos sentidos (a realidade) elas mudam, pois a realidade é diferente da ideia, que se molda para sobreviver na realidade. Complicado? Não, platônico. 

Quando um treinador gosta de possuir a bola, válido nesse exemplo, deve fazê-lo, mas não a ponto de prejudicar o próprio time. Como a Juve fez na primeira partida, até sofrendo um gol de erro na saída de bola. Esses truques hão de vir com o tempo, e estou certo que virá. O maestro é conhecedor demais de calcio.

É um livro de honra de vitórias sem igual, o teu brasão abençoado tem no teu Porto mais um arco triunfal!

O Porto volta para casa fazendo muito mais do que se esperava dele. Com uma estratégia que deu certo e que só sucumbiu diante da diferença técnica e de investimento que existe entre as equipes. Até onde houve fôlego, o Dragão cuspiu fogo na Zebra e ganhou a vaga para as quartas da Champions com uma boa perspectiva para as próximas fases. 

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