Craque do milwaukee conduziu a equipe campeã da última temporada

Giannis antetokounmpo conseguiu escrever seu nome na história da NBA muito além do que os seus 26 anos sugerem. O craque grego foi eleito jogador que mais evoluiu na liga, defensor do ano e duas vezes MVP da temporada. Chegou ao auge, por fim, com o título desse ano. Antetokounmpo levou o Milwaukee Bucks ao topo e, depois de tantos feitos, não descarta buscar o próximo desafio de sua jornada em outro lugar. 

“Um desafio para mim foi trazer um título para Milwaukee, o que conseguimos fazer. Foi muito difícil, mas conseguimos. E eu adoro, acima de tudo, desafios. Então, qual será o próximo? Ele pode nem estar aqui, às vezes. A minha família e eu decidimos ficar nessa cidade que amamos e abraçou-nos por enquanto, porém, sendo bem sincero, isso pode mudar em dois anos”, afirmou o astro, em longa entrevista à revista GQ

O título pelo Bucks, aliás, foi o ponto final em um desafio que esteve muito próximo de não ser concluído por Antetokounmpo. A offseason passada foi cheia de especulações sobre a agência livre do ala até que, surpreendentemente, ele fechou a permanência prévia no time. A decisão frustrou inúmeras equipes, mas pegar um “atalho” nunca esteve nos planos de um dos jogadores mais dominantes da liga. 

“Todos estavam enviando mensagens aconselhando que fosse embora de Milwaukee. Eu entendo que seja a reação humana e, além disso, quero jogar com os melhores. Queria ter Kevin Durant, LeBron James e Stephen Curry do meu lado, por exemplo, não contra mim. Ir embora, porém, era a decisão fácil naquele momento. Escolhi ficar porque não quis o caminho fácil”, cravou o 15o selecionado do draft de 2013. 

Refletindo sobre o início 

Ter alcançado o objetivo máximo pelo Bucks faz com que Antetokounmpo retorne ainda mais no tempo em sua cabeça. Ele aterrissou em Milwaukee com 18 anos, após nunca ter ficado sem a companhia dos pais na vida, e tinha medo até de circular na rua. Ser um campeão na NBA, então, foi um processo que começou quando enfrentou as dificuldades de viver sozinho em um ambiente totalmente novo. 

“Eu tinha 18 anos de idade e pouca experiência de vida, de ficar sozinho. Estava aqui e, sobretudo, apavorado. Nunca me senti tão sozinho em minha vida. Retornava às oito e meia para o hotel porque tinha medo. É claro que tinha medo dos jogadores, mas, mais do que isso, tinha medo por ser uma criança. Mas não tinha escolha. Precisava ajudar a minha família. Então, eu fui em frente e não olhei para trás”, finalizou o craque.   

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