São Paulo – Quando a final é única, não há tempo para manobras. Uma falha te castiga. Esse “pouco” tempo de resposta, faz com que as equipes precisem ter o controle da maior parte do jogo, por dois motivos: Cansaço, dito o calendário absurdo que temos, e o psicológico, que tem de achar forças para um resposta ou sabedoria para administrar algo positivo. Essa foi a final do Maracanã, ontem (30), entre Palmeiras e Santos, que sagrou a equipe alviverde campeã da América. 

O Verdão acertou apenas uma bola na meta, a cabeceada de Breno Lopes, aos 54 minutos do segundo tempo, logo a equipe de Abel Ferreira não foi incrível, não deu show, simplesmente foi eficaz. E no final de contas, é a eficácia que vale. Não se vence um campeonato dando show, se vence marcando gols, e por mais injusto que isso possa parecer, é assim…o futebol não é justo, é jogado. 

Se olharmos para o outro lado, o Santos tem como principal moto o futebol coletivo, com explosões pontuais de Marinho e Soteldo. Ambos muito bem marcados pelo sistema do Verde, e por muitas vezes, pelo medo do Santos de atacar (medo esse que prevaleceu dos dois lados, tenho que ressaltar).  Aí vem a importância de anular o futebol desses dois caras, o ferrolho palmeirense só seria desfeito pela dupla, que não funcionou, ponto para o Abel.

Bom…sobre o caso do Cuca na beira do gramado, confusão entre o técnico e Marcos Rocha, é claro: o Cuca vai para a bola(a intenção que ele tinha, ninguém pode dar certeza), bola essa do jogador do Palmeiras. Pronto. Se trombam, está feita a confusão. O lance é por si interpretativo. Para mim, justa a expulsão do Cuca e correto, também, o cartão amarelo para o jogador, dito que ele detinha a posse da bola. 

Um pouco antes da confusão, havia recém entrado um tal de Breno Lopes, jogador que “dividia” a opinião da torcida, no lugar de Gabriel Menino – esse por muito aclamado pelos alviverdes, com méritos. Breno, contestado, há uma semana havia marcado seu primeiro gol como profissional. Um pouco antes da confusão, havia recém entrado um tal de Breno Lopes, jogador que “dividia” a opinião da torcida, no lugar de Gabriel Menino – esse por muito aclamado pelos alviverdes, com méritos.

Breno, contestado, há uma semana havia marcado seu primeiro gol como profissional. Rony cruza, lá no terceiro andar, no auge dos 1,78 Breno sobe mais alto que o Pará, e “chuta” de cabeça, no ângulo de John. Por um segundo, o torcedor do palmeiras já não podia acreditar, era o gol do título. Gol que colocou o Verdão no ponto mais alto da América, e que fez o jovem Breno ter a sua alma lavada – bem como de toda a torcida palestrina.

Gol tão poderoso que deu ao competentíssimo Abel Ferreira, o seu primeiro título como treinador, e que belo começo, hein, leitor? Só uma Libertadores (contém ironia), um campeonato que o Verdão não vencia há 22 anos. Então, parabéns: Abel, Breno, Rony, Cuca, Marinho e Soteldo. Viva o Palmeiras e o Santos. Se no futebol jogado não foi a “senhora final”, na emoção deu inveja em muitos por aí, vocês são grandes! 

Por Enio Ricanelo, colunista ESPORTESNET.

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