O amor dos argentinos por Don Diego não tem preço. Quer dizer, agora tem.

Não é segredo para ninguém que os argentinos idolatram Diego Armando Maradona como um deus. O amor a don Diego já levou os hermanos a fundar uma igreja com paróquia — com até mesmo uma bíblia própria. A mais nova homenagem ao craque argentino é o maradólar, criptomoeda em homenagem ao ex-jogador.

A criptomoeda entrará em circulação no sábado, 30 de outubro, dia em que Maradona completaria 61 anos de idade. No dia do lançamento, serão distribuídos 10.000 maradólares gratuitamente para pessoas que se cadastraram previamente e demonstraram interesse em adquirir a criptomoeda.

De acordo com o jornal argentino Clarín, quando o maradólar atingir a marca de 100.000 usuários ativos, “a liquidez será injetada na moeda” — ou seja, passará a valer de verdade. No site, os criadores da criptomoeda pedem aos usuários que eles a utilizem para adquirir bens e serviços no mercado popular, em doações a comunidades e projetos que possam desenvolver a infraestrutura de locais mais humildes.

Alguns dias após a morte de Maradona, membros do governo argentino demonstraram interesse na criação de uma cédula que levasse o rosto do ídolo, mas a ideia não foi adiante. Isso porque existe um temor em relação a incapacidade do governo em controlar a inflação, desvalorizando a moeda — e, por tabela, arranhando a imagem do ídolo.

O ex-jogador, bi-campeão do mundo pela seleção argentina, — e autor de um dos gols mais bonitos da história — é símbolo de um povo apaixonado por futebol. Maradona faleceu em novembro do ano passado em casa, em Buenos Aires, enquanto se recuperava de uma intervenção cirúrgica para retirar um coágulo do cérebro.

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