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Hoje no Flamengo,atleta relembra momentos difíceis: "catava ferro velho para ir treinar"

     Pelas ruas de Resende, a 160 km da capital do Rio de Janeiro, a atacante do Flamengo/Marinha, Flávia Giovanna, coletava ferro velho pela cidade para ir aos treinamentos aos 15 anos, no Volta Redonda FC, seu primeiro clube.
 
     - Já no meu primeiro clube, que era o Volta Redonda, eu catava ferro velho na rua para poder ir treinar todos os dias. Eu catava tudo, ferro, latinha, panela, garrafa, papelão, plástico, fio e bateria.
 
     A distância percorrida diariamente até o local onde treinava pela a equipe do Voltaço, era de 51 km. Flávia, com pouca estrutura familiar, sempre correu atrás dos seus sonhos praticamente sozinha. Apesar da falta de incentivo, a atleta não esconde o amor pela família. 
 
    - Fui criada pelos meus avós, não tive apoio deles, pois eles têm 12 filhos, além dos netos. Sempre corri atrás de tudo sozinha, mas eu entendia a situação. São as pessoas que eu mais amo.
 
     Dentre várias dificuldades superadas, a atacante relata a passagem por um time de interior de São Paulo, onde teve que lidar com a dispensa do clube por conta de não agredir uma atleta adversária. 
 
     - O técnico desse time, que continua sendo o mesmo até hoje, pediu para eu machucar uma atleta da Portuguesa. Eu disse que não, e então ele me mandou embora no dia do meu aniversário, me mandando embora do alojamento e do clube. Na época, meu salário era de R$350,00 e eu ainda pagava a auto escola. Como fiquei sem clube, tive que parar também.
 

     O Flamengo/Marinha estreia no Campeonato Brasileiro no dia 17 de Março. O Rubro-Negro tenta o seu segundo título na modalidade, já que foi campeão em 2016.

     Em 2018, o Flamengo perdeu na semi-final para a equipe do Corinthians.

 

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