Há 31 anos, morria Enéas, um craque esquecido

Há 31 anos, morria Enéas, um craque esquecido

27/12/2019 0 Por Lucas Castro

Ex-atacante marcou época nos anos 70, mas é pouco lembrado

Quando Enéas de Camargo faleceu em uma cama de hospital, em 27 de dezembro de 1988, em decorrência de complicações após um acidente de carro,  sua fama já estava em baixa.

Hoje, 31 anos depois, menos ainda se fala sobre aquele que foi um dos grandes craques do futebol brasileiro nos anos 70, e talvez, o maior jogador da história da Portuguesa de Desportos.

Craque lusitano

enéas na lusa

Nascido e criado próximo ao Canindé, Enéas jogou pela Lusa desde a categoria infantil. Porém, em determinado momento largou o futebol para tornar-se office-boy.

No entanto, por insistência de Nena, treinador dos juvenis da Lusa à época, retornou, se profissionalizou e virou o segundo maior artilheiro do clube na história.

Ao todo foram 376 jogos, 179 gols e o título paulista de 1973.

Seleção e carreira internacional

Enéas no Bologna

Numa geração com excesso de talento, Enéas teve poucas oportunidades com a amarelinha. O craque, jogou 4 partidas pela seleção olímpica e 3 pela seleção principal, mas sempre ficava de fora das grandes competições.

Ademais, a Lusa não aceitava negociá-lo com os grandes paulistas. Assim, em 1981 Enéas foi vendido ao Bologna. Na Itália, o jogador começou a sofrer com lesões, e após uma passagem relâmpago pela Udinese, regressaria ao Brasil  para viver seus últimos bons momentos no Palmeiras.

Final de carreira e a morte

Após deixar o clube alviverde, em 1984, Enéas iniciou um período itinerante, passando por clubes menores como XV de Piracicaba e Desportiva Ferroviária, até encerrar a carreira na Central Brasileira de Cotia, em 1988.

No entanto, pouco depois de deixar o futebol, o ex-craque regressava do litoral paulista, quando entrou embaixo de um caminhão na Av. Cruzeiro do Sul.

Após quatro meses em camas de hospital, Enéas morreria em 27 de dezembro de 1988, aos 34 anos.

Legado

No seu auge na Lusa, Enéas vivia uma relação de amor e ódio com a torcida. Entretanto, hoje é lembrado como um dos maiores ídolos dos lusitanos.

Ademais, não é possível ir ao estádio do Canindé sem observar as inúmeras camisas 8 com seu nome, ou ouvir o canto “salve o Enéas, o homem gol” diversas vezes na partida.