Direção e torcida vão precisar respeitar etapas para voltar a colocar o clube no topo

O Corinthians iniciou a temporada de 2021 com uma política de corte de gastos bem incisiva dentro do elenco. Foram aliviados 1,7 milhões da folha salarial mensal com as saídas de Mauro Boselli, Sidcley, Walter, Marllon, Éderson, Jonathan Cafú e Matheus Davó. O momento dentro do clube será de utilizar os jogadores das categorias de base e não gastar com transferências. Vagner Mancini está ciente do processo de reconstrução e a limpeza não passa só pelo Departamento de Futebol. O clube contratou a empresa de consultoria financeira, Falconi, para ajudar a controlar os gastos e saldar a dívida de R$900 milhões de reais. Lembrando que o timão não fecha as contas no azul desde 2016, e em 2019, bateu um recorde de R$ 195 milhões de déficit no ano, o maior da história da equipe.

A nova era do “time do povo” vai precisar ser encarada com muita paciência e apoio aos membros da comissão técnica. Hoje, o Corinthians é um time de meio de tabela e o 12º lugar no Campeonato Brasileiro prova isso. Não é um processo de 1 ou 2 anos. O primeiro passo está sendo feito: enxugar a folha salarial, evitar contratações e utilizar a base. Mas isso é lindo no papel. O desafio vai ser conviver com a pressão da equipe não ser protagonista nos principais títulos, ao contrário dos seus rivais que seguem se preparando e montando equipes mais competitivas. O técnico vai precisar de respaldo, algo quase impossível no futebol brasileiro.

Dá para deixar o time organizado. Basta não olhar para a grama do vizinho apesar dela ser mais verde, bem verde.

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