Brilhante história do Cruzeiro está manchada

Brilhante história do Cruzeiro está manchada

08/12/2019 0 Por Gustavo Neri

Equipe mineira é rebaixada para a série B e mancha uma brilhante história de 98 anos

O dia 8 de dezembro ratificou o desespero total de uma nação e reiterou aquilo que foi a tônica do Cruzeiro ao longo da maior parte da temporada: um time sem inspiração, bagunçado taticamente, fraco tecnicamente (sobram nomes, falta futebol), dono de um ataque ‘descalibrado’ e emocionalmente desestruturado, reflexo de uma crise sem precedentes fora das quatro linhas e que, a cada dia, ganha mais e mais capítulos vexatórios.

A derrota por 2 a 0 para o Palmeiras rebaixou um time de uma história magnífica, mas com um futebol horrendo. Em outras palavras, o futebol apresentado foi de ‘segunda categoria’ durante todo o campeonato brasileiro 2019, ironicamente foi esse futebol que o colocou na segunda divisão.

Quando Mano Menezes foi demitido, Rogério Ceni chegou como a “última esperança”. Problemas internos e brigas envolvendo o treinador e parte do elenco culminaram na demissão de Ceni, dando lugar a Abel Braga, tido como a “última cartada”. Só que o risco do descenso se manteve, a dança das cadeiras fez uma nova vítima, e Adilson Batista desembarcou com status de “salvador da pátria”. 

Mas o salvador só salva quem permite ser salvado. Com o Cruzeiro não foi diferente, diante de um cenário nebuloso com os escândalos nos bastidores do clube, com direito a aumento da dívida (algo em torno de R$ 450 milhões), denúncias de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, Adilson, “o salvador da pátria”, não conseguiu chegar nem um milímetro próximo ao êxito, salvar o Cruzeiro do rebaixamento.

A tempestade alcançou o gramado, com salários atrasados, plantel rachado, troca frenética de treinadores e uma escassez de triunfos. Assim termina a temporada 2019 para o Cruzeiro Esporte Clube, mergulhado em dívidas, sem um comando eficaz na presidência e rebaixado à segunda divisão. O que será do Cruzeiro daqui em diante?