Com ouro inédito de Lucas Pinheiro Braathen e recordes em diversas modalidades, delegação brasileira encerra participação na 19ª posição do quadro geral de medalhas
O esporte brasileiro escreveu um dos capítulos mais emocionantes de sua trajetória olímpica neste domingo (22). Ao encerrar sua participação nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, o Brasil consolidou o que já é considerada a maior campanha da história do país em esportes de gelo e neve. Pela primeira vez, o hino nacional ecoou em uma edição de inverno, coroando o ouro histórico de Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino.

O Brilho do Ouro e a Força da Diversidade
O grande protagonista da delegação foi, sem dúvida, Lucas Pinheiro Braathen. O atleta de 25 anos dominou a prova do slalom gigante, garantindo a primeira medalha da história do Brasil em Olimpíadas de Inverno. Em um discurso emocionante, Braathen destacou que sua vitória representa a “força da diversidade brasileira”, provando que um país tropical pode, sim, figurar no topo do pódio mundial de inverno.

Recordes no Gelo e na Neve
Além da medalha dourada, o Time Brasil acumulou resultados expressivos que mostram a evolução do investimento em esportes de inverno:
- Bobsled 4-man: O quarteto formado por Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Luis Bacca e Rafael Souza terminou na 19ª posição. O resultado superou a marca de Pequim 2022 e marcou a despedida honrosa do lendário piloto Edson Bindilatti, que encerra sua carreira olímpica após seis edições.
- Skeleton: A gaúcha Nicole Silveira confirmou sua excelente fase ao conquistar o 11º lugar, a melhor colocação de um brasileiro em modalidades de gelo na história.
- Snowboard Halfpipe: O Brasil colocou dois atletas no top 20 mundial, com Pat Burgener em 14º e Augustinho Teixeira em 19º.
- Esqui Cross-Country: Manex Silva também estabeleceu novos parâmetros para a modalidade, alcançando o melhor desempenho brasileiro em Jogos Olímpicos.
Para o ESPORTESNET, este resultado não é apenas estatístico; é a democratização do esporte em sua forma mais pura. Ver atletas brasileiros competindo de igual para igual com potências como Noruega e Estados Unidos desafia a lógica geográfica e inspira novas gerações.
O 19º lugar geral, à frente de nações com tradição milenar no gelo, mostra que o planejamento estratégico do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e das confederações de desportos na neve e no gelo está colhendo frutos sólidos. O desafio agora é manter o suporte para que o ciclo rumo aos próximos Jogos mantenha este ritmo de crescimento.
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