Blog do Ricanelo: Você é burro pra c@r%$#@, cabelo de boneca e 46 manhãs de revolução. Resumo do dia que o futebol ficou de lado

Blog do Ricanelo: Você é burro pra c@r%$#@, cabelo de boneca e 46 manhãs de revolução. Resumo do dia que o futebol ficou de lado

27/09/2019 0 Por Ennio Ricanelo

Instabilidade é um termo que sempre andou ao lado dos técnicos brasileiros. As últimas 24 horas fizeram mais que confirmar essa ideia, trouxeram à tona uma face terrível do futebol nacional 

26 de setembro de 2019, foi esse o dia que os técnicos dos gigantes: São Paulo e Cruzeiro caíram – quase que de modo simultâneo. Cuca e Rogério Ceni foram profissionais que não souberam dançar conforme a música e tiveram que dar uma “chegada” no RH no final do dia.

O cruzeirense e o são-paulino foram vítimas de seus comandados, numa trama Machiavelica. O elenco, claramente, passou a corda no pescoço e os técnicos se jogaram.  

No clube paulista há 3 meses tudo eram flores, vitórias, boa campanha e excelente clima – dentro do que é possível no São Paulo.

O time se encaminhava para o recesso da Copa América tendo em mente se estruturar para o restante de campeonato.

Eis que o excelente (lê-se péssimo) diretor de coisa alguma, Raí, aventa a possibilidade de contratar um lateral-direito, problema crônico do tricolor.  

Primeiro veio Juanfran, ex-jogador do Atlético de Madrid e seleção espanhola, como a solução para o problema, Cuca gostou.

Logo depois o São Paulo anunciava Dani Alves, mais um lateral-direito (há quem diga que é o melhor do mundo na posição, mas levou canseira do Apodi) esse já mais envelhecido, mas tendo um outro agravante… antes de consultar o técnico, a direção o prometeu a vaga de centro, fator importante para o acerto entre as partes.

O comandante fora pego de surpresa, no entanto isso não era problema para Raí e Leco, a contratação foi feita e Daniel (na apresentação) já se confirmava no meio-campo.  

Tá…o Cuca tentou colocá-lo, produziu bulhufas. Recuou para a lateral de sua origem, produziu mais, porém o Dani beiçudo ficou. Pontapé no desgaste do elenco e treinador.

“Esquema bagunçado”, foi o que saiu da boca de alguns atletas. Culpa de quem? Do “cabelo de boneca”, do “retranqueiro” e do “copeiro”. Realmente reconhecer a culpa é mais difícil mesmo.

Não digo que Cuca não teve seus erros, os teve e foram muitos, mas nenhum justificaria a baixeza do time paulista diante do seu profissional tendo atrapalhado de modo tão considerável o ambiente que se havia no São Paulo. 

Escrevo esse texto às 2 da matina, já no dia 27, e em menos de 5 horas da demissão do antigo técnico, o São Paulo já confirma o nome de Fernando Diniz para assumir a equipe.

Um profissional que respeito, mas que não casa nem um pouco com o estilo do ex. Esse é o São Paulo: Bagunçado, sem identidade e, daqui a pouco, sem dinheiro.  

Em Minas a revolução dura menos que gasolina em fusca

 Após 2 dias do diretor de futebol, Marcelo Djiam, garantir “respaldo à Ceni”, o treinador é demitido do Cruzeiro. Palavra é tudo, né? Rogério é um outro caso de desentendimento no vestiário.

Eu, particularmente, nunca fui fã do jeito dele de ser, mas tive que aplaudir o profissionalismo que Ceni teve nesses poucos dias de Cruzeiro, principalmente a transparência que teve para com os torcedores.

Foi vítima de um Zeiro arrasado e despedaçado, o problema não era Mano, não foi Rogério, não será o próximo da fila. Os culpados são os jogadores que desrespeitam os torcedores por picuinhas internas e deixam uma nação cruzeirense na mão. 

A luta pela permanência deve se estender até as rodadas finais do Brasileirão, já que não existe agricultor tão bom que cure terra arrasada sem água, fazer esse elenco jogar é pior que fazer chover no sertão da paraíba.

Os nomes ventilados nessa altura do campeonato – nunca essa expressão foi tão bem utilizada – são as de: Luiz Felipe Scolari (sim, ele) e Adilson Batista, mais provável é a vinda do segundo.  

Então veja, quais desses profissionais tem o mesmo pensamento de Ceni para com o futebol? Nenhum deles.

É querer mudar o que já se tentou mudar e não conseguiu. Foram de Mano a Rogério, duas faces opostas de futebol, o time não reage, não é o estilo, é o elenco! 

Maracanã, barraco e outras drogas

Da minha criação pedir desculpas, dizer obrigado e ser respeitoso são bens inestimáveis e nunca dependeram de ocasião para serem feitos.

Me parece que a educação do Ganso foi um pouco diferente. “Não tem como pedir desculpas e por favor no campo”, para quem não quer fazer, deve ser difícil mesmo. No entanto a história não ficou só até aí.  

Ao ser substituído -apesar de ter feito uma boa partida – resultou no episódio mais “ratinhesco” da rodada. Ofensas jorraram pela boca do meia contra o técnico Oswaldo de Oliveira, que não deixou barato e o chamou de “vagabundo”.

Faltou profissionalismo a ambos, é claro, mas o PH perdeu a chance mais clara de fechar a boca. O clima no Flu já é péssimo e atos como esse só fazem a situação inflamar. Contudo o empate diante do Santos, dentro de casa, fez com que o Fluminense saísse da zona da degola. 

 

Da Redação, Ennio Ricanelo.