Aos 70, Niki Lauda, a lenda, nos deixa.

Aos 70, Niki Lauda, a lenda, nos deixa.

Tricampeão Mundial da Fórmula 1, Niki Lauda, morre aos 70 anos

 

Uma lenda, assim pode ser definido Niki Lauda. Perfeccionista e um exemplo de perseverança na pista. Estas características fizeram de Lauda uma lenda no esporte a motor.

“Com profunda tristeza, anunciamos que nosso amado Niki morreu pacificamente com sua família na segunda-feira, 20 de maio de 2019. Suas realizações únicas como atleta e empreendedor são e permanecerão inesquecíveis; seu incansável entusiasmo pela ação, sua franqueza e sua coragem permanecem um modelo e uma referência para todos nós. Era um marido amoroso e atencioso, pai e avô longe do público, que sentirá sua falta”, diz o e-mail assinado pela família de Lauda.

Internado durante seis semanas em um hospital, ele ainda voltaria a correr na mesma temporada, porém perderia o título por apenas um ponto para o rival, o inglês James Hunt. A história daquele campeonato inspirou o filme Rush, lançado em 2013.

Recuperação
“Eu tive muitas queimaduras, mas me recuperei rápido. Aquilo demorou a passar, mas eu ainda estou aqui. E tenho que dizer: não, nunca tive medo. Eu estava nas mãos de ótimos especialistas e coloquei minha confiança neles. Sabia que aquele tempo demoraria, mas a única coisa que eu poderia fazer era lutar”, declarou Lauda.

Além das plásticas para reconstruir a pele e da condição pulmonar delicada, Lauda também teve outros problemas de saúde nos últimos anos. O ex-piloto precisou passar por dois transplantes de rim. Um desses procedimentos só foi viável graças à namorada, que lhe doou um órgão saudável.

Lauda cravou seu nome na história do automobilismo mundial ao vencer a categoria máxima da modalidade tanto pela Ferrari (1984) quanto pela Mercedes (1975 e 1977). Ele encerrou sua trajetória nas pistas em 1985.

Após muitos anos afastado da categoria, quando gerenciava sua empresa de aviação, Lauda retornou como consultor técnico da Ferrari nos anos 1990, porém por um breve período. Entre 2001 e 2003 passou pela Jaguar como diretor executivo. Já no final de 2012, foi nomeado presidente não executivo da Mercedes, cargo que permaneceu até os últimos dias de sua vida. A lenda do esporte era figura recorrente no paddock. Na atual temporada ele permaneceu afastado e não acompanhou nenhuma corrida in loco.