Campanha nas redes sociais chama atenção para o futebol feminino

Campanha nas redes sociais chama atenção para o futebol feminino

Com o intuito de mostrar a força do mercado de consumo do futebol feminino a #EuConsumoFutebolFeminino vai ganhando a web

Hoje na coluna Nó Tático quero abordar a importância do engajamento em prol do bem comum.

Em tempos de hastags, metadados, infovias, uploads e downloads, as redes sociais ganham força no engajamento em diversas campanhas.

Com o clima da Copa do Mundo de Futebol Feminino rolando na França, percebeu-se o tamanho do desrespeito e do machismo imbuído em nossa cultura.

Falta de espaço na mídia, dificuldade em transmissões sobre o evento e material a venda são os sinais de uma sociedade retrógrada e machista em que vivemos.

Ainda há esperança no horizonte?

Claro que há. O futebol feminino é uma realidade, mesmo sem apoio das entidades e dos clubes. O campeonato brasileiro esta ai, falta melhorar muito, mas esta andando.

E tudo graças a força das mulheres e dos que amam a modalidade.

Dentro deste cenário uma sinergia de engajamento surgiu com #EuConsumoFutebolFeminino. Idealizada por Carolina Caraciki, editora dos Canais Fox Sports, e a jornalista Chris Mussi, responsável pela criação da campanha #DeixaElaTrabalhar, o intuito do movimento é acabar de uma vez com a premissa de que “o futebol feminino não vende“.

A campanha ganhou corpo nas últimas semanas com dezenas de veículos de comunicação e jornalistas se engajando no movimento, inclusive a Rádio ESPORTESNET, que esta dedicando espaço em seus programas para tal.

Para elas, quanto maior for o investimento, maior será a visibilidade e o público.

Como nasceu a ideia?

A campanha nasceu de um grupo que eu criei para divulgação de material do futebol feminino.

Na época, eu era coordenadora do programa Comenta Quem Sabe, apresentado pela Vanessa Riche, no Fox Sports. Nós queríamos falar sobre o campeonato brasileiro feminino, mas tínhamos dificuldade em encontrar os gols dos jogos, por exemplo.

Então, criei o grupo para juntar os assessores de imprensa das equipes. Porém, foi ficando cada vez maior. Hoje, temos mais de 200 pessoas. Muitos jornalistas, blogueiros, pessoal de podcast, assessores.

Com a proximidade da Copa do Mundo, pensei que poderia juntar essa galera em prol da modalidade, já que tem se falado muito nisso.

A ideia é mostrar que o futebol feminino tem público sim, e acabar com aquele papo de que “não vende”.

É claro que não tem como comparar com o masculino, mas isso vem justamente da falta de mais apoio e de investimento nos times femininos.

Essa movimentação não pode se restringir a Copa do Mundo apenas. Temos aí o brasileirão feminino, os estaduais. Logo, teremos Olimpíada. Declarou Carolina Caraciki ao ESPORTESNET

Quais as perspectivas com o movimento?

A perspectiva é criar uma mobilização e conscientização das marcas, principalmente.

Mostrar as pessoas nos bares, restaurantes, reunidas em casa, todas juntas pelo futebol feminino, se divertindo com as nossas atletas.

Pra mim, individualmente falando, é inconcebível que o país do futebol, da Marta seis vezes melhor do mundo, ainda precise lutar por causas assim.

O machismo e sexismo enraizados na nossa cultura e sociedade atrapalham demais.

Além das marcas, os clubes precisam investir mais. Abraçar as jogadoras como suas atletas, suas representantes.

Não fazer de qualquer jeito porque tem a obrigatoriedade da CBF. A distinção entre os times masculino e feminino ainda é gritante em muitos clubes. – Completou Carolina Caraciki

Ah dois anos o ESPORTESNET tem a campanha #SimSomosTodosIguais contra toda forma de segregação, racismo, sexismo, machismo e preconceito. Acreditamos na força do esporte como ferramenta para derrubar as paredes da incompreensão.

A campanha de Carolina e Chris são um alento em um mundo onde a cultura do ódio pelo ódio anda imperando, onde as pessoas dão mais valor a uma selfie do que a amizade.