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30 anos sem o gênio da alegria

 

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     Falar de Garrincha é falar da alegria do futebol. É falar de como um gênio transformou o futebol brasileiro em sinônimo de alegria e talento. Com Garrincha vimos um daqueles gênios raros de se encontrar no futebol mundial, não tive o prazer de assisti-lo mas com certeza se estivesse naqueles tempos, me encantaria com seu talento tanto como me encanto vendo os vídeos antigos ou ouvindo as narrações de rádio.

     Tão fantástico como um texto de Machado de Assis ou como uma pintura de Monet ou Di Cavalcanti, Garrincha ilustrou e alimentou o imaginário do mundo, tanto que até as gerações que nunca o viram jogar transformaram Garrincha em denominação para quem tem talento e habilidade. Garrincha foi único, foi mágico, foi um daqueles presentes que os deuses do futebol deram ao mundo. Mas infelizmente em 20 de Janeiro de 1983 nossa nação chorou o silêncio do Gênio das Pernas Tortas. Sua voz se calou, mas sua história e seu legado se perpetuou. Obrigado Mané.

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Abaixo um resumo da carreira do Gênio das Pernas Tortas.

     Por praticamente toda a sua carreira (95% das partidas), Garrincha defendeu o Botafogo (no período de 1953-1965), além da Seleção Brasileira (de 1957-1966).

     Já em fim de carreira jogou alguns meses no Sport Club Corinthians Paulista, (1966), no Clube de Regatas do Flamengo, (1969), e no Olaria Atlético Clube, porém já estava longe de seu auge. Integrou o elenco do Vasco, em um amistoso contra a seleção da cidade de Cordeiro (RJ), marcando um gol nesta partida. Sua contratação não foi fechada pela equipe cruzmaltina devido a sua má condição física e foi devolvido ao Sport Club Corinthians Paulista após o supracitado amistoso.

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     Jogou sessenta partidas pelo Brasil entre 1955 e 1966. Em todos os seus jogos, participou de apenas uma derrota (de 3 a 1 para a Hungria na Copa de 66). Com Garrincha e Pelé jogando ao mesmo tempo, o Brasil nunca perdeu.[2]

     Mesmo na Seleção Brasileira, Garrincha nunca abandonou sua forma irreverente de jogar. Voltava a driblar o jogador oponente, no mesmo lance, ainda que desnecessariamente, só pela brincadeira em si.[2]

     Nos clubes, jogou 614 vezes, marcando 245 gols pelo Botafogo e sua carreira profissional se prolongou de 1953 a 1972.

     O último gol de Garrincha aconteceu no empate do Olaria Atlético Clube em 2 a 2 com o Comercial, dia 23 de março de 1972, no Estádio Palma Travassos em Ribeirão Preto. Foi, inclusive, o único gol de Mané pelo Olaria Atlético Clube.

     Garrincha faleceu aos 49 anos em 20 de janeiro de 1983, vítima de cirrose hepática, tendo sido velado num caixão sob a bandeira do Botafogo.

     Em seu epitáfio lê-se "Aqui jaz em paz aquele que foi a Alegria do Povo – Mané Garrincha." mas recente tem-se notícias que seu túmulo encontra-se abandonado sem ao menos uma homenagem justa de um ser que trouxe tantas alegrias, este dizeres que esta em seu epitáfio foi gravado na pedra e nem uma foto há, perde-se a história de um grande ídolo por falta de atenção de algumas autoridades que podem fazer algo.

   Tudo indica que talvez uma das causas de sua morte precoce foi o excesso de bebida alcoólica, principalmente cachaça, por ele ingerida ao longo de sua vida. O fato do seu gosto pela branquinha era tão conhecido que algumas marcas traziam seu nome. [4]

     Em 2010, torcedores do Botafogo custearam uma estátua de quatro metros e meio e cerca de 300kg, ao custo de R$ 56.000,00 pagos ao artista plástico Edgar Duvivier. Essa estátua encontra-se hoje em frente ao Estádio João Havelange, onde o Botafogo manda seus jogos.

    Já em novembro de 2011 durante a convenção mundial de futebol Soccerex, Eusébio, maior jogador português e contemporâneo tanto de Pelé quanto Garrincha, declarou abertamente que considerava Garrincha o melhor jogador de todos os tempos.

     Garrincha foi considerado o mais habilidoso jogador que já existiu em todos os tempos pois sua capacidade de driblar e envolver seus adversários era impressionante. Pelo Brasilperdeu apenas uma das 61 partidas que fez com a camisa da Seleção. Em 1998, foi escolhido para a seleção de todos os tempos da Fifa, em eleição que contou com votos de jornalistas do mundo inteiro.

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     "Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho." — Carlos Drummond de Andrade