A+ R A-

Stock Car: Líderes têm desempenhos parecidos, mas Fraga perde nas corridas complementares

     O formato de rodadas duplas da Stock Car, em vigor desde 2014, permite uma variada gama de combinações de resultados e de oportunidades aos pilotos na briga pelo título. Com pontuação diferenciada entre elas – na corrida 2 de cada fim de semana são distribuídos dois terços dos pontos da primeira prova (30 ao vencedor da primeira e 20 ao da segunda) –, o desafio dos pilotos é anotar um bom número de pontos na somatória das duas corridas, o que nem sempre é possível dado o equilíbrio da principal categoria do automobilismo brasileiro.

     Neste domingo (9), no Autódromo de Interlagos, a Hero Super Final decide o campeão de 2018 em uma única corrida, que distribui o dobro de pontos do que normalmente são entregues na corrida 1 de cada rodada.

     Daniel Serra, contudo, tem feito isso com maestria nas rodadas duplas desta temporada. O líder do campeonato foi o maior pontuador em quatro das nove rodadas duplas, enquanto Felipe Fraga foi o maior pontuador em apenas uma – justamente a última etapa, em Goiânia, na qual anotou dois terceiros lugares.

     “A gente marca ponto em praticamente todas as etapas, e não simplesmente marca, como soma bons pontos. Foram dez pódios até agora, então a consistência em estar na frente tem sido chave. Apesar disso ser o nosso forte, tivemos uma sequência de três corridas sem pontuar”, diz Daniel, provando que a competitividade da Stock Car não permite nenhum tipo de relaxamento por parte dos pilotos.

     Entretanto, se levados em conta os resultados das corridas únicas disputadas até agora (a Corrida de Duplas em Interlagos e a do Milhão em Goiânia), mais a primeira corrida de cada rodada dupla, Daniel Serra e Felipe Fraga ficam rigorosamente empatados com 208 pontos.

     “Eu não tive um bom começo de ano. Abandonei em Interlagos, em Santa Cruz - onde sempre vou bem -, eu fundi o motor na classificação e algumas vezes não tive a chance de entregar bons resultados. Do meio do ano para cá tivemos uma grande recuperação, parte disso diante da evolução que a equipe e o carro tiveram. Todos no time cresceram, e estou muito confiante independente do resultado”, destaca Felipe.

     Serra venceu a Corrida de Duplas, enquanto Fraga abandonou; em Curitiba, o piloto da Eurofarma foi segundo na primeira corrida, atrás do rival da Cimed; no Velopark, Serra foi oitavo e Fraga quarto. Na quarta etapa, em Londrina, Serra foi segundo e Fraga o quinto; na disputa de Santa Cruz do Sul, Daniel Serra foi ao pódio em segundo e Felipe ficou apenas em 14º lugar, enquanto na Corrida do Milhão Serra foi somente o sétimo, e Fraga o terceiro. Em Campo Grande a dupla travou grande disputa com vantagem para o piloto da Cimed, que venceu com o da Eurofarma em segundo.

     A etapa de Cascavel teve Daniel zerando em pontos pela primeira vez no ano em uma corrida 1, enquanto Fraga somou bons 26 pontos com o segundo lugar. No Velo Città, uma reedição de Campo Grande, com Fraga e Serra fazendo 1-2 na primeira prova. De volta a Londrina, Serra foi o quarto colocado com Fraga apenas em décimo, e em Goiânia nova disputa entre a dupla, com Felipe chegando em terceiro à frente de Daniel.

     Assim, levando em conta apenas estas provas, Daniel Serra e Felipe Fraga chegariam a Interlagos empatados com 208 pontos.

     O ponto fraco de Felipe ficou nas segundas corridas das rodadas duplas, um ponto no qual Daniel evoluiu muito em relação ao ano passado. Nestas provas, Serra fez um décimo lugar em Curitiba, venceu no Velopark, foi terceiro em Londrina, quinto em Santa Cruz do Sul, zerou em Campo Grande e Cascavel, foi segundo no Velo Città e em Londrina, e sexto em Goiânia. Nestas provas, o líder do campeonato somou 89 pontos

     Fraga, por outro lado, zerou três vezes na corrida complementar e anotou um quinto lugar, dois terceiros, um sétimo, um sexto e uma quarta posição, fazendo um total de 64 pontos. É a diferença de 25 que separa os dois líderes.

     Esta consistência de bons resultados foi a marca de Serra em 2018: na primeira rodada dupla de Londrina ele anotou dois terceiros lugares, e no Velo Città, dois segundos – quando marcou o recorde de 43 pontos na mesma etapa. O máximo que Fraga marcou foi 38 em uma rodada dupla, fruto da vitória e do terceiro lugar no Velo Città. De onze etapas, Serra pontuou mais que o adversário em seis delas.

     Na soma de resultados das etapas, Daniel Serra leva vantagem justamente por ser mais constante: ele foi o maior pontuador em três e tapas, enquanto Fraga só o foi em uma oportunidade. Com 60 pontos em jogo em Interlagos, Fraga precisa marcar 26 a mais que Serra para ser bicampeão.

Confira a campanha dos dois pilotos em número de pontos:

 

CORRIDA DE DUPLAS

Serra: 20 pontos

Fraga: zero

CURITIBA

Serra: 29

Fraga: 30

VELOPARK

Serra: 31

Fraga: 27

LONDRINA

Serra: 36

Fraga: 17

SANTA CRUZ DO SUL

Serra: 36

Fraga: 16

CORRIDA DO MILHÃO

Serra: 13

Fraga: 25

CAMPO GRANDE

Serra: 26

Fraga: 30

CASCAVEL

Serra: zero

Fraga: 32

VELO CITTÀ

Serra: 43

Fraga: 38

LONDRINA

Serra: 36

Fraga: 19

GOIÂNIA

Serra: 27

Fraga: 36

A matemática do título em Interlagos:

POSSIBILIDADES: SERRA CAMPEÃO

Se Fraga... | Serra só precisa de...

Vencer (332 pontos) | 4º lugar (335 pontos)

2º lugar (324) | 6º lugar (327)

3º lugar (316) | 8º (319)

4º lugar (310) | 10º (311)

5º lugar (306) | 11º (307)

6º lugar (302) | 13º (303)

7º lugar (298) | 15º (299)

8º ou pior (294)| campeão (297)

POSSIBILIDADES: FRAGA CAMPEÃO

Fraga campeão | Serra não pode passar de...

Vencer (332 pontos) | 5º lugar (331)

2º lugar (324) | 7º lugar (323)

3º lugar (316) | 9º lugar (315)

4º lugar (310) | 11º (307)

5º lugar (306) | 12º (305)

6º lugar (302) | 14º (301)

7º lugar (298) | não pontuar (297)

 

351808 848252 fff 8493

 

351808 848254 etapas jpeg

 

 

351808 848255 etapa race 1 jpeg

 

 

351808 848256 etapas race 2 jpeg