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Biscoito ou bolacha? Não importa, dependendo da composição, eles demoram até 12 anos para sair do nosso organismo

Porém, segundo especialista, existem alguns alimentos que ajudam a eliminar essas toxinas

 

     Você que depois do treino ou após aquela caminhada adora comer uma bolachinha, pode parecer bobagem, mas você sabia que alguns dos compostos encontrados nos biscoitos, sejam eles simples ou recheados, podem demorar até 12 anos para serem eliminados pelo nosso organismo? Se analisarmos o rótulo desse tipo de alimento, provavelmente encontraremos como segundo ingrediente o açúcar, conhecido por todos como “vilão” para nossa saúde, principalmente quando consumido em grande quantidade.

     E os outros ingredientes? Como eles agem no nosso organismo? Para se ter uma ideia, um pacote de biscoito tradicional, possui as seguintes informações no rótulo: Farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, açúcar, gordura vegetal hidrogenada, açúcar invertido, corante caramelo IV (IN 150a), lecitina de soja, fermentos químicos (bicarbonato de amônio, bicarbonato de sódio, acidulante ácido lático, metabissulfito de sódio, xilanase), sal e aromatizantes artificiais.

     De acordo com a nutricionista e pesquisadora Aline Quissak, estudos recentes sobre a toxidade nos corantes caramelos mostram que as mais perigosas são as das classes III e IV, uma vez que permitem a formação de um produto do Imidazol, uma substância reconhecida como tóxica. “Essa substância, presente nos biscoitos, foi incluída na lista de agentes cancerígenos pela IARC (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer), depois que estudo do NTP (Programa Nacional de Toxicologia) nos Estados Unidos, relacionou o 4-MEI com os cânceres de fígado, pulmão, fígado, leucemia e tireoide”, esclarece.

     Já a gordura hidrogenada, também presente nesse tipo de alimento, nada mais é que um processo de mudança na estrutura da gordura vegetal, e acaba sendo nociva ao corpo humano. Pois, além de aumentar triglicérides e colesterol total, aumenta a inflamação no organismo acumulando toxinas em células de gordura visceral (uma das piores gorduras que temos, pois prejudica o funcionamento dos órgãos).

     Como o nosso organismo não entende o que fazer com esses ingredientes, eles acabam ficando presos no nosso corpo. “É como se ele ficasse ou viajando pelo sangue ou acumulado dentro do nosso tecido adiposo. Para piorar, alguns deles tem uma sobre vida de mais de 12 anos, ou seja, uma simples bolacha recheada pode demorar todo esse tempo para ser eliminada. Além disso, os demais corantes e conservantes presentes na produção desses alimentos, ainda não tem a meia vida estudada, não sabemos ao certo quanto tempo eles ficam circulando no nosso sangue, já que eles não são metabolizados pelo corpo”, alerta a pesquisadora.

     Apesar da “massa” ser digerida e eliminada, a inflamação causada por todos esses compostos artificiais pode permanecer por anos e prejudicar a nossa saúde. Mas então, como podemos eliminar essas substâncias? Através da alimentação, já que existem alguns alimentos que podem nos ajudar nessa tarefa, fazendo um processo de desintoxicação. Os chás, por exemplo, são uma ótima estratégia antioxidante, como chá verde, gengibre e moringa. Além deles, o cacau, as nozes, a castanha do Pará e a linhaça possuem propriedades de limpeza.

     Já as folhas verdes escuras também auxiliam nessa faxina, e é sempre bom associá-las a proteínas de boa qualidade como iogurtes, ovos orgânicos, feijão branco, lentilha rosa, grão de bico. “Podemos fazer uma limpeza no organismo, colocando “vassourinhas” para limpa-lo e tentar agilizar essa faxina. Para isso precisamos usar alimentos que tornem essas substâncias solúveis em água, para que o fígado e o rim consigam processar e eliminar na urina”, complementa.

     Mas afinal, eu preciso eliminar os biscoitos da minha vida? Claro que não, Aline apenas aconselha a optar sempre pelas opções caseiras ou aquelas que você sabe que são produzidas com “ingredientes de verdade”. Por mais que eles tenham açúcar, se não tiver corante, conservante e gordura hidrogenada já estamos em vantagem. O consumo deve ser feito com moderação, até 60 gramas por dia. E lembre-se: quanto menor a validade do produto, maior a validade da nossa saúde.

 

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Fonte: assessoria de imprensa/Reversa Comunicação