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Palmeiras de corpo e alma

A noite de 31 de outubro é histórica para o palestrino. Ou o time consegue mais uma virada histórica, ou mais uma vez deixa escapar o título da Libertadores.

Título este que nunca esteve tão próximo e em poucos dias ficou tão distante. Distante por incoerência tática, de não se impor como já se imposto em outrora. Distante também pelo infortuno do futebol, onde o atacante argentino que nunca fazia gol, consegue marcar dois, coisas que nem o mais catedrático estudioso futebolístico explica.

Explicação...essa é a palavra que o torcedor mais busca para valorizar uma classificação ou buscar conforto na derrota. O Palmeiras busca em sua história provar que é possível, como contra o River, na semi de 1999 ou como quase em 1995, após uma goleada sofrida por 5 a 0 pelo Grêmio.

E que loucura será o Allianz Parque nesta noite de 31 de outubro...mais de 40.000 fanáticos torcedores enlouquecidos e embebecidos pela campanha na primeira fase e no Brasileirão, por um treinador que tem a cara do Palestra, tantos ingredientes que deixam o tempero desta peleja incrível.

Incrível também é o adversário, tecnicamente o mais fraco dos quatro semifinalistas, mas inegavelmente com um dos maiores currículos do futebol mundial. Temido, o Boca hoje jogará pela força de 40% da população argentina, embalados pelos mais dramáticos tangos e as mais elegantes valsas, os 11 do Boca irão colocar a alma no campo e o regulamento embaixo do braço.

Falando em alma, hoje ela será transpirada no Allianz Parque, por Felipão e Cia. Esperem uma entrega sobrenatural do time verde, se levará a vaga, não sei, mas uma certeza eu tenho, veremos mais um rico e lindo capítulo da história do maravilhoso futebol sul-americano.

 

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Por: Fernando Alves Firmino