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100 anni de Sociedade Esportiva Palmeiras

 

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     Não vi a primeira e nem a segunda academia, não vi o Palestra Itália morrer vencedor e o Palmeiras nascer campeão...não sei como é gritar com os palmeirenses como em 1951 o grito de campeão do mundo. Não vi o Palmeiras ser o primeiro a vestir a camisa da seleção brasileira.

     Não me recordo de minha primeira experiência como palestrino, me recordo de em algumas vezes meu pai, falar da academia, de jogadores como Dudu e Ademir, fiquei curioso com as histórias, comecei a pesquisar, me recordo de um dia, aos 16 anos ganhar do meu pai uma revista de 1972 com Ademir da Guia, o Divino na capa, quando li aquela reliquia eu pensei...caramba, isto é o Palmeiras...uau.

     Fui crescendo e com elas meu contato com o Palmeiras foi se estreitando cada vez mais, comecei a ir cada vez mais aos estádios e me recordo de minha primeira experiência no Parque Antartica, agora Allianz Parque, Palestra 2 x 1 Bragantino, foi uma experiência única, inicio de várias.

     Vou relatar algumas, em 1999 tive uma experiência única na vida, estagiei no Palmeiras por uma semana durante a Libertadores e na semana de eliminação do Corinthians naquele jogo épico, eu estava la sim...ao lado do banco de reservas, pertinho, sensacional...

     Ainda fui assistir Palmeiras 3 X 1 River Plate pela semifinal, show de Alex, que sensacional, rumo a final que não consegui ingresso, mas ali no tradicional bar do Elias com dezenas, centenas de oriundis, assisti ao título na Liberta e o nascimento de um santo: São Marcos.

     Voltando no tempo, lembro de 1993 e o fim do jejum, nascia a terceira academia, logo sobre o maior rival, assistindo sozinho em casa, com a narração dele, José Silvério...meu DEUS, que emoção, nostro Palestra voltou campeão...

     Como queria saber o que Luigi Cervo, Luigi Marzo, Vincenzo Ragognetti e Ezequiel Simone pensavam ao fundarem o Palestra Itália se ele seria tão grande e forte, se sobreviveria a Guerra, a perseguição e aos próprios palestrinos, sim, pois nosso maior inimigo esta dentro do Palmeiras, com nossos péssimos dirigentes que tentaram mas não conseguiram destruir o time do Parque Antártica.

     Mas nossa história tem o suor, o sangue de nossa gente, dos italianos que vieram e como meus bisavós criaram seus filhos nesta terra e nesta terra fizemos surgir o Palestra Itália.

Allianz Parque Palestra 2014 ESPORTESNET

     Sim o Palmeiras visitou o limbo por duas vezes, duas quedas para a segunda divisão, diversos de erros administrativos, mas nada disto diminui a grandeza e a honra do clube que nasceu para unir a colônia e acabou se tornando o clube de mais de 15 milhões de brasileiros de todas as raças e credos, o clube que consegue me fazer ter lagrimas de orgulho de minha origem, de minha história, que me fazem perceber o quanto o verde é esperança.

     Esperança de se arrepiar com o hino, de se emocionar ao rever momentos marcantes, de relembrar dos amigos que fiz e faço, das grandes histórias e das derrotas, porque não, pois não existem grandes conquistas se não aprendermos com as derrotas, por mais dolorosas que possam parecer.

     Alegria de ter assistido Marcos, Evair, Arce, Sérgio, Tonhão, Jorginho, Zinho, Djalminha, Cafú, Edmilson, Felipão, Luxa, Alex, César Sampaio, nossa tanta gente que serei injusto, não conseguirei colocar todos que consegui ver, isto sem falar dos monstros que não tive a honra de assistir.

     Chego com saúde ao centésimo aniversário do clube depois de ter vivido tão pouco de sua história, de estar ansioso para voltar ao Parque Antártica e de esperar pela coluna de meu neto sobre os duzentos anos do Palestra, noi tutti amiamo, noi tutti Palestra.

Profº Fernando Alves Firmino - MTB: 71668/SP