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Neymar, a Copa já começou

 

Por: Enio Ricanelo

     O Brasil sofreu, muito, e venceu a equipe da Costa Rica em um dos jogos - teoricamente - mais fáceis dessa fase de grupos. Embalado pela mira certeira de Phelippe Coutinho, os brasileiros arrancaram 2 a 0, nos últimos minutos da peleja. Com um gol no final de Neymar.

     A vitória veio, ok, porém, a Seleção deixou muito a desejar. A expectativa criada sobre os comandados de Tite, apesar do empate com a Suíça, eram grandes. Ora pois, a seleção da Costa Rica está enfraquecida e havia perdido o primeiro jogo para a Sérvia, em tese, esquadrão mais fraco desse grupo E. 

     O jornalista que vos escreve, confesso, está deveras decepcionado. O primeiro tempo do jogo se finalizou em um empato mirrado, duro de assistir. Um Brasil dependente de Neymar, que por sua vez, nada apresentou, nem com sua dita genialidade, foi capaz de enganar a defesa de uma das piores seleções deste mundial.

     Assisti perplexo a equipe de Tite levar pressão dos costarriquenhos aos 45 da primeira etapa. Os demais expectadores que dividiam comigo a mesa de um bar, de tão nervosos, não conseguiam nem xingar os jogadores da canarinho.

     Mas Enio, o Brasil foi tão mal no primeiro tempo? Sim, foi. As chances mais claras que a seleção tivera foram pelo lado esquerdo do campo. Trama sempre construídas por Marcelo, facilmente interrompidas pela defesa adversária. 

     Lá pelas voltas de 38 do segundo tempo, na minha 3ª garrafa de chá gelado (cuja marca não irei revelar) Neymar simula um penal, o juíz marca, mas o árbitro de vídeo desmente a trama do brasileiro.

     Cada ataque perdido resumo numa reclamação de um baiano raiz, que estava no boteco central de Atibaia. "Opa aí ó, cadê Neymar?". Uma excelente pergunta. Onde estava Neymar? Cadê o futebol do líder técnico dessa seleção? Bom, penso que essa pergunta é facilmente explicável se regressarmos um pouco no tempo.

    Na última temporada o Júnior trocou a constelação Barcelona, para brilhar sozinho nos céus do PSG. Eis as questões: Falta de competitividade interna e nível técnico do campeonato frânces. O menino "Ney", que sempre teve o rei na barriga, viu crescer sua coroa. Única unanimidade no time parisiense, sem ter que se preocupar com os demais. Aí nasce a individualidade aflorada que ele apresenta hoje. 

     A vitória brasileira não apaga a atuação fraca da seleção ,e tampouco, a falta de presença de Neymar. O Brasil deve se classificar, sem mais surpresas, porém tem que crescer. 

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