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Em clima de revanche, Corinthians vence Internacional

 

 

 

Timão se mantém na briga por Libertadores e vê colorado afundar no Z4

 

Por Luiz Diego

     O nervosismo e o desespero era a temática da partida entre a maior rivalidade interestadual do Brasil. Na Arena Corinthians, o alvinegro recebia o Internacional querendo se recuperar na tabela, continuar vivo na luta pela Libertadores e, por tabela, afundar de vez o Internacional, três pontos atrás do primeiro time acima da zona de rebaixamento.

     Apesar da fraca qualidade técnica, o jogo se mostrou pegado desde o começo, mas foi um erro da arbitragem quem decidiu. Com um pênalti inexistente, o Corinthians venceu o Colorado e atingiu o objetivo para essa rodada. Festa da Fiel, que compareceu com quase 20 mil pessoas e desespero dos torcedores do Inter, que poderão ver seu time rebaixado pela primeira vez na história.

Domínio corinthiano em partida fraca tecnicamente

     Desfalcado de dois titulares, Oswaldo de Oliveira inovou e escalou o lateral Uendel no meio-campo, na segunda linha de quatro. Já do lado colorado, Lisca fazia sua estreia deixando Valdivia, Seijas e Nico Lopez no banco, priorizando um time mais fechado e buscando o contra-ataque.

     A proposta não era muito eficiente à medida que o jogo começou. O alvinegro partiu pra cima, conseguia envolver a bagunçada defesa rival, mas pecava naquilo que sempre o atrapalhou durante o ano: a falta de qualidade do ataque impedia o Timão em abrir o placar. Marlone, titular e indicado ao prêmio Puskas de gol mais bonito de 2016, era destaque e tinha Marquinhos Gabriel como bom ajudante. Logo no começo, boa jogada pela direita, mas Camacho perdeu enorme chance na entrada da pequena área. Era a primeira grande defesa de Danilo Fernandes, destaque do Inter na partida.

     O lance assustou o Colorado, que fez sair mais e jogar futebol. Aos poucos, a partida se equilibrava, mas com o time visitante tendo bem menos posse. Num lance espírita, Anderson cruzou da esquerda, a bola desviou na zaga, subiu, pegou um efeito danado e quase matou Walter e Arana. Essa foi a melhor chance do Inter, que não teve nenhuma finalização no gol durante toda primeira etapa.

     A saída de jogo das duas equipes eram uma tristeza. Do lado da casa, Cristian era lento e não tinha companheiros para ajudá-lo. Já no Inter, a preguiça e desorganização era a principal adversária. Tanto que demorou para um novo lance acontecer. Novamente pela direita, o Corinthians trabalhou bem, começando com Marlone dando caneta pela esquerda, abrindo pra Marquinhos Gabriel do outro lado, que viu a passagem de Fágner e enfiou para o lateral. De primeira, ele rolou pra trás e Marlone finalizou rente ao travessão. A linda jogada incendiou a Arena, fechando as emoções na primeira etapa.

Gol, pressão e fantasma da Série B

     Precisando do resultado, o Inter não conseguia armar ataques e viu seu principal jogador sair por lesão. No intervalo, Vitinho deu lugar a Seijas. Mas foi o Corinthians quem se aproveitou. Jogada pela esquerda logo nos minutos iniciais do segundo tempo, Ernando e Romero dividem pelo alto, o paraguaio cai e o juiz Rodolpho Toski Marques assinala penalidade. Mesmo inexistente, pouca reclamação e Marlone, que nada teve a ver, bateu firme e rasteiro, vencendo Danilo Fernandes e abrindo o placar.

     O gol trouxe tranquilidade ao Corinthians, que deu um passo atrás na marcação, aguardando o Inter para sair em velocidade. Como o rival não conseguia atacar, o jogo caiu demais em intensidade e as poucas chances vieram mais por acaso do que por outra coisa.

     Ainda assim, o Timão sobrava na parte ofensiva. Pouco menos bagunçado, tinha mais gente e criatividade. Mas foi numa bola alta que quase saiu o segundo gol. Escanteio da direita que Danilo Fernandes tirou de soco. Mas a bola ficou na meia-lua e Uendel testou dividindo com Anderson. A bola teria o endereço do gol, mas novamente Danilo fez grande defesa.

    Pouco depois, nova chance corinthiana com Marlone, melhor em campo. O camisa 8 recebeu na esquerda, trouxe em diagonal e bateu firme. A bola caprichosamente pegou no pé da trave e o Inter se salvou. O lance e o tempo fez Lisca criar coragem de por Nico Lopez e Valdivia. O uruguaio, com menos de 20 minutos em campo, fez mais do que todo o resto do time, chutando três vezes e levando alguns sustos ao goleiro Walter.

     Já no final, novamente Danilo Fernandes evitou um placar mais amplo ao alvinegro. O jovem Léo Jabá finalmente teve uma chance. Ele recebeu pela direita, olhou e bateu de fora com firmeza. Danilo caiu, espalmou e o rebote ficou com Marquinhos Gabriel, que bateu de primeira e obrigou o goleiro do Inter a mais uma defesaça.

     O apito final do árbitro trouxe alívio para os corinthianos e soltou o grito de revanche que estava preso há quase 10 anos, quando o Timão foi rebaixado à Série B após derrota colorada para o Goiás. Já o Inter vai precisar de um milagre, já que pode ser rebaixado na próxima rodada, depende exclusivamente da vitória.

 

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