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Sonho realizado

 

 

     Sim, um dos dias mais felizes de minha vida. Trabalhar em uma olimpíada...foi mágico, foi maravilhoso, foi a realização do sonho do garoto que em 1988, se apaixonou por esta competição ao olhar pela tela de uma TV Philco Ford P/B a beleza de Seoul e seus heróis e jurei a mim mesmo que um dia estaria em uma olimpíada...promessa cumprida. 

     Ao entrar no Parque Olímpico em minha oração de agradecimento a DEUS me sentia a pessoa mais feliz do universo, naquela realização fútil e boba, mas ali era a minha medalha de ouro, o meu recorde olímpico, a minha poesia havia se escrito em sorrisos e gestos.

     Aquela poesia por onde os ventos soprados por Éolo levavam os sonhos daquele menino até o cartão postal do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro, que por outrora já foi capital federal e que naquele momento era capital do mundo. Pelos ventos fui chegar ao Parque Olímpico, que ali era abençoado por Cárites, deusa da alegria, curando as enfermidades que poderiam estar ali a estragar a festa.

     Zeus, ao lado dos arcos olímpicos recebia a todos com a mensagem de: Bem vindo aos jogos.

     E guiado pela sabedoria de Atena, comecei a me recordar de todas as histórias, ídolos que por décadas influenciaram minha vida e meus conceitos, pois sim, o esporte sempre foi o alicerce de minha índole e de minha motivação. Pois sempre quis ser o mais rápido, o mais forte, o mais alto...não cheguei sequer perto, mas jamais aceitei a derrota por somente aceitar, sempre a utilizei como uma releitura de minha vida para vencer e ali, ao lado de gigantes olimpícos me senti feliz com a realização simplória (aos olhos dos mortais) de finalmente estar em uma olímpiada, conforme prometi a mim mesmo no distante ano de 1988 ao ficar vendo a alegria em Seoul.

     E naquele dia mágico no Rio de Janeiro, até Apolo se fez presente com um sol de verão em pleno inverno tupiniquim, os jogos do povo brasileiro, da alegria nunca vista antes, de mitos, de histórias marcantes, de uma beleza e magia que somente a Terra de Vera Cruz poderia proporcionar ao mundo...sem fantasia, sem computação gráfica, com uma "nudez" de seduzir o mais negativo dos críticos e fazer com que todos dançassem a música do mundo, a música de Olímpia.

     Assim, o menino que outrora viu seus primeiros jogos olímpicos em uma diminuta TV de tubo preta e branca, estava ali, sentindo a magia fluir pelo ar e a emoção aflorar em sua pele, com direito a lágrimas...de alegria por estar ali e poder dizer: Sim, eu vi as olimpíadas no Brasil...obrigado DEUS.

 

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