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Futebol colombiano: “Eu voltei, agora pra ficar...”

 

Após 12 anos a Copa Libertadores voltou para a Colômbia, através das mãos, ops... dos pés, do Atlético Nacional que não sentia esse gosto desde 1989, há 27 anos.

 

Por Alex Tobias – mtb: 51177/SP

 campeão


     Naquela época, o time, assim como esse, era muito bom. Porém um dúvida sempre pairou nas cabeças dos adversários, e, dos próprios colombianos. Será que a influência “externa” ajudou em alguma coisa aquele timaço que viria ser a base da seleção colombiana por duas Copas (90 e 94)?

    Porque eu citei a tal da influência “externa”? Pois simplesmente naquela época, a Colômbia era praticamente “governada” pelos narcotraficantes e seus “CARTEIS” e o mais “poderoso” em todos os sentidos era o de Medellín, onde o seu principal personagem, Pablo Escobar, um apaixonado pelo Nacional. Inclusive a final teve que ser jogada em Bogotá, devido a uma solicitação do Olimpia/PAR, que a boca pequena dizia-se não se sentirem seguros na cidade de origem do time verde. Assim a CONMEBOL pediu a transferência do local da partida.

    O Nacional devolveu pelo mesmo placar a derrota no primeiro jogo, por 2x0. Levou para os penais e o “imortal” René Higuita pegou quatro penalidades, deixando com que Leonel Alvárez fizesse a última e derradeira cobrança. Explosão em Bogotá e festa do Nacional e festa da Colômbia (sim, naquela época os times representavam os países, não só suas torcidas.).

    A partir desde episódio o futebol colombiano cresceu, jogadores vendidos por todo o planeta e alcançou o ápice, em 1994 quando foram apontados até pelo Pelé como os grandes favoritos na Copa do Mundo. O que se sucedeu todos sabemos. Desclassificação na primeira fase, campanha vexatória e assassinato do lateral Escobar. Por incrível que pareça após este triste acontecimento, os carteis começaram a desmoronar e o futebol do país tomou o mesmo rumo.

    Por isso muitos classificam esse título do Nacional como “limpo”. Eu não acredito nessas coisas, até porque estaria desrespeitando os profissionais daquela época.

    27 anos depois, os Verdolagas (torcedores do Nacional) puderam comemorar um título justo (em todos os sentidos) e sem as tais “manchas” (que eu não vejo, repito!), com uma campanha espetacular e um futebol muito bonito de se ver. Esse título só reafirma a fase do futebol colombiano que também detém a coroa da Copa Sulamericana, com o Independiente Santa Fé. Não vou bater na tecla que toda coluna falamos... seguimento de trabalho, conjunto, filosofia. Isso estamos todos cansados de saber. Essa coluna é para vermos que os outrora coadjuvantes, hoje, fazem parte do time de protagonistas. Tem uma seleção que joga um futebol muito bonito, atletas que o mercado está sempre de olho, ou seja, é um Brasil de 20, 25 anos atrás.

    Parabéns ao futebol colombiano que voltou a ser protagonista!!! E que possamos aprender com nossos vizinhos, não precisamos ir tão longe para saber o que temos que fazer ou pelo menos por onde começar.

    Tenho dito

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