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Um dos maiores clássicos do planeta...

 

Palmeiras Corinthians ESPORTESNET Montagem 2015 Paulista

 

Por: Profº Fernando Alves Firmino - Mtb: 71668/SP

 

                Mais um Palmeiras e Corinthians, mais um Verdão e Timão, mais um Palestra e “Curintia”.

                É o clássico das colônias, sim das colônias, pois devemos lembrar a forte presença da colônia espanhola no Timão.

                Um clássico que andava modorrento graças as administrações dignas da Petrobrás que aconteceram em ambos os clubes, no Corinthians nos anos 90 com Dualib e no Palmeiras uma sucessão de Mustafá e seus comparsas.

                Mas para o bem do futebol, um dos maiores clássicos do planeta renasceu, com toda a pompa e glória que merece, com o Corinthians forte, agora internacional e o Palmeiras de novo voltando a sua tradição de grandeza. Onde agora dois grande palcos a altura destes clubes estão erguidos: a Arena Corinthians e o Allianz Parque.

                Dois clubes que agora são modelos de gestão e marketing, tanto que dominam o cenário do futebol nacional e sul-americano e são os que mais agregam sócios-torcedores em suas linhas. Os maiores patrocínios... tudo isto mostra a grandeza de ambos.

                E com ambos fortes, grandes, o clássico se torna grande, forte, até em um modorrento e para ambos, inútil campeonato paulista.

                Mas o clássico entre ambos é realmente diferente, não interessa qual seja o torneio e me desculpem os defensores da grandeza de alguns, mas sim, Corinthians e Palmeiras fazem um clássico tão grande ou maior do que Boca X River, Barça X Real, Manchester X Liverpool, etc...

                A riqueza da história de ambos, não só pelos títulos, mas por sua influência na sociedade, com capítulos que permeiam até a história de nossa nação fazem com que este jogo ganhe esta dimensão.

                E o que vimos na Arena Corinthians no dia 19 de Abril de 2015 na seminal do “paulistinha” foi sensacional.

                Um empate em 2 a 2 que mostrou tantas vertentes possibilidades que mais parecia um daqueles filmes noir, com personagens e enredos em grandes períodos, criando suspense e dúvidas nos espectadores...

                Quanta emoção com o talento sempre digno de espetáculos do Municipal de Danilo ou como alguns o chamam, o “Zidanilo” apelido digno do talento do jogador, do outro lado, no esquadrão verde, Valdívia que é sempre um personagem de destaque para o bem ou para o mal, o “Mago” sempre é centro das atenções de todos.

                E o que o espetáculo reservou? Um empate emocionante, com grandes chances, bolas na trave, erros de ambos os lados, arbitragem questionável, e uma disputa por penais. Nada mais bem escrito no script deste espetáculo do que os penais.

                Ah...se Nelson Rodrigues estivesse entre nós iria nos deliciar com uma de suas maravilhosas crônicas sobre isto, claro menos a parte das facções criminosas que sempre assombram nossos estádios.

                E assim como em 1999 e 2000 onde este mega clássico “canonizou” São Marcos, esta disputa transformou Fernando Prass em ídolo, em querido da torcida, com direito a todos os ingredientes, um dos destaques do Palmeiras, Robinho perdendo o penal e o time da casa seguindo na frente, até um dos seus ídolos como em uma daquelas clássicas armadilhas feitas pelo autor do espetáculo, Elias perde, Fernando Prass começa a se transformar no protagonista e ai com tudo igual, tudo vai caminhando até Petros perder a cobrança derradeira e o Palestra vai para a final e Prass para os braços da torcida.

                Isto é Palmeiras e Corinthians, Corinthians e Palmeiras, até quando o campeonato não vale nada, o jogo por si só para a cidade, chama a atenção do país e prende a respiração até do mais cético dos espectadores da nobre arte...